quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

PONTOS TURÍSTICOS DE CAMPO REDONDO E SANTA CRUZ,RN.

Grupo Onça Pintada na parede da Barragem do Rio Trairi.
INTRODUÇÃO
   No dia 16 de fevereiro de 2014 o grupo formado pelos integrantes Francisco,Elias,Julio e Luís Mossoró viajou aos municípios de Campo Redondo e Santa Cruz com os objetivos de visitar e fotografar o “monumento alusivo a resistência sertaneja à Intentona Comunista”,praticar trekking no leito seco do rio trairi conhecendo sua  biodiversidade,conhecer o Sítio Arqueológico do Letreiro e a ponte que foi arrastada pela grande enchente de 1981, visitar o Museu Rural Auta Pinheiro Bezerra e o Alto de Santa Rita de Cássia, onde está localizada a maior imagem católica do mundo, medindo 56 metros de altura.
RESUMO DA HISTÓRIA DE CAMPO REDONDO,RIO GRANDE DO NORTE.
   “A existência de uma fazenda de gado chamada Campo Redondo, situada numa das ramificações da Serra do Doutor, na região do Trairí, já era sabida nos idos de 1894. O proprietário da fazenda, Francisco José Pacheco, decidiu construir uma capela em homenagem a Nossa Senhora de Lourdes, no ano de 1917, em virtude do sucesso na plantação de algodão e do êxito das lavouras.
Cinco anos depois, em 1922, Campo Redondo já tinha feira e uma rua única com trinta casas, começando a ganhar evidências de povoado. Em 1935, a capela foi substituída por uma igreja maior, e no ano de 1938, Campo Redondo chegou à condição de vila pertencente ao município de Santa Cruz. A vila passou a se chamar oficialmente de Serra do Doutor em 30 de dezembro de 1943, voltando depois ao nome da propriedade original que, de fato, aglutinou a população no local: Campo Redondo.
Em 26 de março de 1963, através da Lei número 2.855, sancionada pelo então Governador do Estado, Dr. Aluísio Alves, o lugarejo foi desmembrado de Santa Cruz, e tornou-se o município de Campo Redondo, com autonomia Política e administrativa.
Situado na região do Trairi, Campo Redondo está a 136 quilômetros de distância da capital, na altitude de 471 metros acima do nível do mar, contando com uma área de 214 quilômetros quadrados de extensão, onde residem 9.092 pessoas, sendo que 4.769 estão no setor urbano, e 4.323 na zona rural. Campo Redondo limita-se com lajes Pintadas, São Tomé, Currais Novos, Coronel Ezequiel e Santa Cruz.
   A economia local é voltada para a agricultura com grande produção de milho. No município ocorrem incidências minerais de Água Marinha. O artesanato apresenta objetos confeccionados com fibra de sisal, e produtos de cerâmica. O município é cortado pelo Rio Trairi e a cidade conta com o Açude Mãe D'água, que tem capacidade de armazenar 2 Milhões de metros cúbicos d'água. A festa da padroeira do município, Nossa Senhora de Lourdes, no dia 21 de novembro, é o principal evento de natureza social e religiosa de Campo Redondo.”(Transcrito do livro:Terras Potiguares,organizado por Marcus César Cavalcanti de Morais).
RESUMO DA HISTÓRIA DE SANTA CRUZ,RIO GRANDE DO NORTE.
   “A presença de colonizadores na região, primitivamente habitada pelos índios Tapuios, no século XVIII, representou o início de uma atividade pastoril. Mas esse esforço colonizador desenvolvido nas ribeiras do rio Potengi e do rio Trairi, não conseguiu agrupar em núcleo populacional. Somente em 1831, José Rodrigues da Silva, proprietário da Fazenda Cachoeira, na localidade Cachoeira, aliou-se aos irmãos, João da Rocha e Lourenço da Rocha, novos donos de terras na localidade situada às margens do rio Trairi e deram início à fundação da povoação de Santa Rita da Cachoeira. A escolha do novo local para a implantação do povoado foi feita porque na localidade de Cachoeira não havia água suficiente para suprir as necessidades de uma população. Logo muitas casas surgiram, de forma alinhada, em torno da capela construída em homenagem a Santa Rita de Cássia, da qual José Rodrigues era devoto.
O povoado foi mudando de nome com o passar dos anos. Depois de Santa Rita da Cachoeira, mudou para Santa Cruz do Inharé, depois para Santa Cruz da Ribeira do Trairi e por último, para Santa Cruz. Há uma lenda que justifica a origem da vinculação Cruz aos nomes dados ao lugar, contada em diversas versões pelos habitantes do município: um missionário, ouvindo falar que os habitantes das Ribeiras do rio Trairi sofriam as inclemências das secas, bem como ataques de animais ferozes e que entre eles havia lutas e rivalidades, resolveu visitar o povoado. Chegando lá, mandou fazer uma grande cruz com os ramos de uma árvore chamada inharé. Em frente a capela, um enorme buraco foi aberto e o missionário ordenou que nele todos jogassem suas armas, cobrissem o buraco com terra e ali fincassem a cruz. Então, disse o missionário: “Virá um padre, muito estimado, que mandará retirar esta cruz para um morro; não consintam, pois esta é a Santa Cruz do Inharé”. Contam ainda que a árvore inharé era sagrada e que atraía toda sorte de males quando seus ramos eram quebrados. Depois que o missionário ergueu a cruz de Inharé, os malefícios cessaram, as fontes jorraram água e os animais tornaram-se mansos.
   No ano de 1835, com o nome de Santa Cruz da Ribeira do Trairi, tornou-se distrito pela Lei número 24, de 27 de março de 1835. A luta para transformar o distrito em município contou com a participação fundamental do padre Antônio Rafael Gomes de Melo, do Tenente Coronel Ivo Abdias Furtado de Mendonça e Menezes e dos fazendeiros Trajano José de Faria e Félix Antônio de Medeiros.
   Desmembrado do município de São José de Mipibu, no dia 11 de dezembro de 1876, o distrito de Santa Cruz da Ribeira do Trairi, tornou-se município do Rio Grande do Norte, com o nome de Santa Cruz.”

BREVE DESCRIÇÃO DA EXCURSÃO.
      Partimos de Parnamirim as 5 horas da manhã pela Rodovia BR-101 passando pelo território dos municípios de Macaíba, deixando-a em seguida continuando nossa viagem pela Rodovia BR-226 atravessando o território de Bom Jesus,Senador Eloy de Souza,Serra,Tangará, até chegarmos a Santa Cruz, onde paramos para o desjejum, tomando café com vista para o Complexo Turístico-religioso Santa Rita de Cássia.
Monumento alusivo a resistência sertaneja à Intentona Comunista que ocorreu em 1935,na Serra do Doutor.
   Bem nutridos partimos para o próximo município daquela rodovia, Campo Redondo, com a primeira parada na subida da Serra do Doutor,especificamente no “S”,na comunidade Malhada Vermelha,onde observamos um monumento alusivo a resistência sertaneja à Intentona Comunista. Buscando expandir a revolução comunista para o interior do estado do Rio Grande do Norte, o exército vermelho avançava pelo interior do estado, quando encontrou a resistência de civis e militares da região, que já estava entrincheirados preparados para o conflito, dispersando os revoltosos, no dia 25 de novembro de 1935, durante episódio que ficou conhecido como “O Fogo na Noite da Serra do Doutor”.
Igreja Católica no centro de Campo Redondo,Rio Grande do Norte.
   Depois partimos em busca da região do Letreiro e na cidade de Campo Redondo quando estávamos nos informando a respeito da localização exata daquela, encontramos com o Senhor Cláudio(Irmão Cláudio) um grande conhecedor da região,fauna e flora nativa e guia local experiente. Ele nos acompanhou nessa aventura reveladora das belezas naturais daquele município.
Grupo Onça Pintada com o guia Cláudio na região do Letreiro,Campo Redondo,RN.
  Chegando a área conhecida pelos campo-redondenses como Letreiro,que recebeu esse nome devido a presença de pinturas rupestres em uma pedra localizada próximo ao paredão da represa, podemos ouvir uma imensa variedade de cantos de aves. O Sítio arqueológico Letreiro possui arte rupestre da tradição agreste,são pinturas, de cor vermelha, com várias manchas de tintas espalhada na pedra, alguns grafismos abstratos,figuras geométricas,figuras humanas atravessando uma ponte primitiva e figuras de animais.
Parte da pedra do letreiro com pichação e pinturas rupestres,Campo Redondo,RN.
Pintura rupestre da tradição agreste. Percebe-se pessoas atravessando um tipo de ponte sobre o rio trairi.
Figuras de animais,grafismos zoomorfos,na pedra do Letreiro,Campo Redondo,RN.
Símbolos abstratos; tradição agreste; Letreiro,Campo Redondo,RN.
   Infelizmente esse Patrimônio histórico-cultural encontra-se depredado com pichações e ameaçado como a maioria dos Sítios arqueológicos nos Brasil que não recebem nenhuma política preservacionista concreta, ficando expostos constantemente sem fiscalização e punição dos vândalos que nem ao menos respeitam a expressão artística de nossos antepassados,através da qual poderíamos no mínimo aprender um pouco mais sobre sua cultura.
Formações rochosas no curso do rio trairi,Letreiro,Campo Redondo,RN.
Pedra da Tartaruga,Letreiro,Campo Redondo,RN.
Suposta marca de pé,Letreiro,Campo Redondo,RN.
    Em seguida podemos observar atentamente o leito do rio trairi seco com pouco poços com água,pedras de diferentes formas,tamanhos e cores,grutas com morcegos,uma vegetação típica de Caatinga, com mata ciliar predominantemente arbustiva-arbórea, em boa parte do trajeto que percorremos durante cerca de duas horas e meia de trekking,caminhando a maior parte do tempo sobre rochas e em alguns momentos escalando algumas formações rochosas mais íngremes.
Representação da avifauna da região do Letreiro em Campo Redondo,RN.
Lagarto Cnemidophorus ocellifer
Sapo Rhinella granulosa.
Morcego Peropteryx sp.
   A diversidade da avifauna local nos chamou bastante atenção, pois entre 7:00h e 12:00h observamos cerca de 30 espécies de aves, como por exemplos: PeriquitoTuim, Caboclinhos, Casaca-de-couro, Saíra-amarela, Vem-vem,Pica-pau-de-pedra, Beija-flor Tesourão, Galo-de-campina, Bacurau,Balança-rabo-de-chapéu-preto,”Gaviões”,Rouxinol,Rolinha-vermelha,Rolinha-branca,etc. Durante todo o percurso caminhado cada vez mais a natureza parecia mais bela, com paisagens exuberantes em seus contrastes, entre as diferentes tonalidades de verde da vegetação, as formações rochosas de cores azuis,cinzas,pretas,amarelas e laranjas e o céu branco-acinzentado, um paraíso pra ninguém colocar defeito.
Grupo Onça Pintada apreciando a paisagem belíssima na região do Letreiro.
Formação rochosa no curso do Rio Trairi,Letreiro,Campo Redondo,RN.

Piscinas naturais,Letreiro,Campo Redondo,RN.
Piscinas naturais,Letreiro,Campo Redondo,RN.
Grupo Onça Pintada(GOP) na região do Letreiro,Campo Redondo,RN.
   Após cerca de 5 horas caminhando,escalando, observando, registrando, aprendendo e ensinando,nos despedimos do “Letreiro”, convictos do seu potencial biológico-geológico e cultural, prometemos a nós mesmos voltar outra vez, e de preferência na companhia do guia Cláudio, um nativo mateiro experiente, conhecedor por excelência da região, fauna e flora de Campo Redondo.
Antiga ponte que foi arrastada durante a grande enchente de 1981 em Campo Redondo,RN.
   Ainda nessa cidade podemos observar uma ponte antiga inteira que foi arrastada pela força das águas da grande enchente em 1981,onde o açude Mãe D’Água teve o seu rompimento durante aquele dia 1º de abril de 1981, arrastando a ponte que ficava sobre o Rio Trairi. A Ponte é considerada como marco histórico daquela tragédia.
Posteriormente continuamos nossa excursão rumo a cidade de Santa Cruz, onde iríamos visita o Museu Rural Auta Pinheiro Bezerra e o Alto de Santa Rita de Cássia. Chegando nesse município nos informamos com os moto-taxistas como chegar ao museu que estar localizado na Fazenda Boa Hora na zona rural da cidade de Santa Cruz ,distante  8 km da cidade.
Fazenda Boa Hora,Museu Auta Pinheiro Bezerra,Santa Cruz,RN.
   Deixando a rodovia BR-226 seguimos pela pista asfaltada por dentro da cidade de Santa Cruz na pista que vai pra Coronel Ezequiel, deixamos essa pista asfaltada próximo a uma Subestação de Energia,seguindo uma estrada de terra sob orientação de placas que indicam a direção onde se encontra o Museu. A estrada é relativamente boa(sem chuvas), no caminho passamos por várias fazendas seguindo sempre a orientação das placas.
Grupo Onça Pintada próximo a entrada do Museu Auta Pinheiro Bezerra,Santa Cruz,RN.
   Ao chegarmos ao Museu fomos bem recebidos pelas guias que já sabiam de nossa vinda, pois havíamos agendado a visita com antecedência.
Capela da Fazenda Boa Hora,Museu Auta Pinheiro Bezerra,Santa Cruz,RN.
Oratórios na Capela da Fazenda Boa Hora;Museu Auta Pinheiro Bezerra,Santa Cruz,RN.
   A guia principal apresentou-se e começamos a visitação pela Capela da Fazenda,passando em seguida por várias cômodos temáticos, como a sala do vaqueiro,sala dos brinquedos,etc,sendo a parte interna maior do Museu, a casa da fazenda onde se encontram uma grande variedade de objetos antigos organizados também de acordo com temas gerais, como por exemplo, na sala encontra-se cadeiras antigas dos pais próximo a uma cadeira chamada “namoradeira” onde os futuros namorados se conheciam um sentado com as pernas pra um lado e outro com as pernas pro lado oposto, sem poderem se beijarem ou se acariciarem; uma estante com vários modelos de telefones antigos, câmeras fotográficas antigas e modernas, uma belíssima coleção de rádios e televisores, máquinas de costuras, diferentes modelos de relógios de parede, móveis com madeira bem trabalhada,coleção de pilões,entre outros objetos como as correntes do cativeiro do poeta Fabião das Queimadas (1848-1928), que comprou sua carta de alforria com sua poesia e tocando rabeca.
Grupo Onça Pintada(GOP) visitando o acervo do Museu Auta Pinheiro Bezerra,Santa Cruz,RN.
GOP na sala do vaqueiro;Museu Auta Pinheiro Bezerra,Santa Cruz,RN.
GOP visitando a sala dos brinquedos no Museu Auta Pinheiro Bezerra,Santa Cruz,RN.
Acervo do Museu Auta Pinheiro Bezerra,Santa Cruz,RN.
Acervo do Museu Auta Pinheiro Bezerra,Santa Cruz,RN.
Relógios do acervo do Museu Auta Pinheiro Bezerra,Santa Cruz,RN.
Objeto da coleção de móveis do Museu Auta Pinheiro Bezerra,Santa Cruz,RN.
 Acervo do Museu Auta Pinheiro Bezerra,Santa Cruz,RN.
   Enquanto que na parte externa do Museu observamos 20 modelos de cercas, a casa de taipa e ovenaria, o jardim das Cactáceas,o jardim das lembranças, a árvore da felicidade, alguns modelos de carros-de-bois, moendas e outras máquinas.
Carros de bois do Museu Auta Pinheiro Bezerra,Santa Cruz,RN.
Moenda,do acervo do Museu Auta Pinheiro Bezerra,Santa Cruz,RN.
Máquinas do acervo do Museu Auta Pinheiro Bezerra,Santa Cruz,RN.
   Após a visita agradável e culturalmente enriquecedora ao Museu Rural Auta Pinheiro Bezerra partimos em direção ao Complexo Turístico-religioso Santa Rita de Cássia localizado próximo a BR-226. Chegando lá, registramos a beleza e a grandiosidade da estátua vista de perto, e também a presença de muitos visitantes, inclusive de outros estados, como da Paraíba. Devido a proximidade com a BR-226 muitos transeuntes que trafegam por essa rodovia resolvem tirar alguns minutos da sua viagem para conhecer a maior estátua católica do mundo, medindo 56 metros de altura.
Parte superior da Estátua de Santa Rita de Cássia,Santa Cruz,RN.
Estátua de Santa Rita de Cássia,Santa Cruz,RN.
Complexo Turístico-Religioso Santa Rita de Cássia,Santa Cruz,RN.
Grupo Onça Pintada no Alto de Santa Rita de Cássia,Santa Cruz,RN.
   Erguida em concreto, medindo 56 metros de altura (42 da imagem, 6 de base e 8 do resplendor), ela foi construída pelo escultor Alexandre Azedo, auxiliado por 30 operários. O artista é filho de Armando Lacerda, responsável pela construção da estátua do Padre Cícero do Juazeiro do Norte, no Ceará. Já era tarde,começava a escurecer, quando saímos de Santa Cruz em direção a Parnamirim, cidade onde residem esses norte-riograndenses apaixonados pela biodiversidade e história potiguar, conhecidos como Grupo Onça Pintada ou simplesmente GOP.

DICAS
Quer conhecer a região do Letreiro e ou Sítio Arqueológico do Letreiro em Campo Redondo? Entre em contato com o guia Cláudio pelo telefone: (84) 8793-6191.
Quer visitar  O Museu Rural Auta Pinheiro Bezerra? Agendamentos poderão ser feitos através do telefone: (84) 9982 3518. Falar com o Sr. Elias Damasceno. O Museu está aberto para visitação aos sábados e domingos, das 9 às 17 horas.
PARA CONHECER A FAUNA E FLORA VISTA NESSA EXCURSÃO OU EM OUTRAS,ACESSE:http://faunaefloradorn.blogspot.com.br/
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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Galinhos, um paraíso no Rio Grande do Norte.

INTRODUÇÃO
Grupo Onça Pintada próximo a Pratagil,Galinhos,Rio Grande do Norte.

    No dia 15 de dezembro o grupo formado por Chagas,Francisco,Julio e Luis Mossoró viajou a Galinhos,município do Rio Grande do Norte, com objetivo de conhecer seus principais pontos turísticos, através da prática do Trekking, como o Farol, a Praia de Galinhos, Morro do André, Galos,Salinas naturais, Manguezais e realizar um passeio de barco pelo Rio Aratuá.

INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE GALINHOS.

    Devido à abundância do peixe galo na área, exercendo grande atração nos pescadores, muitos deixaram suas terras de origem e armaram suas tendas na localidade, dando inicio a pequenas aldeias. O povoamento surgiu desse poder de atração sobre os pescadores, seus moradores pioneiros, e da facilidade que a localidade tem em produzir salinas naturais. Nascia então o povoado de Galinhos, nome que surgiu naturalmente na boca do povo, numa referência ao pequeno tamanho dos peixes-galo existentes na área. A povoação desenvolveu-se a partir de uma produtividade econômica baseada no pescado de peixes-galo e de voadores; na produção farta de sal; e na cultura de algodão e sisal. No mês de Dezembro do ano de 1958, Galinhos alçou à condição de distrito do município de São Bento do Norte.
    A conquista da emancipação politica e administrativa de Galinhos veio através da Lei n° 2.838, de 26 de março de 1963, sancionada pelo então Governador do Estado, Dr. Aluízio Alves. Seu território foi desmembrado de São Bento do Norte, dando origem a um novo município do Rio Grande do Norte.
   A cidade de Galinhos está localizada no Litoral Norte do Estado, na chamada Região Salineira, limitando-se com os municípios de Jandaíra, São Bento do Norte, e Guamaré. Distante 166 quilômetros da capital, Galinhos tem uma área territorial de 342 quilômetros quadrados de extensão, onde vivem 2.138 pessoas, sendo 1.296 na zona urbana, e 842 no setor rural. Sua economia, atualmente, continua sendo baseada na produção pesqueira. O munícipio conta também com ocorrências minerais de Gipsita, Granado e Talco. O artesanato conta com a confecção de desenhos e figuras de areias coloridas em garrafas dos mais variados tamanhos.
    A força turística da região repercute no município através das salinas naturais que formam verdadeiras pirâmides; das praias de Galinhos, de Galos, do Farol, e dos Fernandes; e ainda nos passeios de charrete, e passeios de buggys nas dunas. Uma viagem de barco entre cidade e a Ilha de Protagil, também é muito agradável. As comidas típicas tem destaque na culinária regional com o peixe ao molho de coco.
A principal festa da cidade é a da sua padroeira, Nossa Senhora dos Navegantes, que acontece, todos os anos, no dia 31 de maio e é comemorada com muita religiosidade e animação.(Texto extraído do livro Terras Potiguares do autor Marcus César Cavalcante de Morais.)

BREVE DESCRIÇÃO DA EXCURSÃO.

     Saímos de Parnamirim por volta das 5:30h, paramos em João Câmara para tomarmos café e continuamos a viagem chegando as 8:30h em Galinhos,mas especificamente no Estacionamento Público de Pratagil, onde deixamos o carro. Em seguida fomos para o trapiche, de onde partimos de barco pelo rio Aruá até a cidade de Galinhos, sentindo o ar puro do litoral,observando no trajeto os manguezais,as salinas,parque eólico,muitas garças-azuis e algumas garças-brancas-pequenas se alimentando e outras pequenas embarcações.
Vista à distância do Trapiche de Galinhos,RN.
Trapiche de Galinhos,RN.

Integrantes do GOP caminhando em direção ao Farol de Galinhos,RN.

     Ao descermos no trapiche de Galinhos observamos muitas charrete, que são "os táxis" de Galinhos, nos informamos a respeito da localização do Farol, e começamos nossa caminhada as margens do rio, cheia de conchas,alguns maçaricos,com o vento forte soprando a nosso favor, e mais na frente encontramos um pescador que estava na sua labuta diária "tratando os peixes" e limpando os siris.
Vista parcial do Rio Aratuá e Parque Eólico de Guamaré,RN.

Grupo Onça Pintada praticando trekking em Galinhos,RN.

     Deixamos a margem do rio e seguimos pelas dunas já vendo a parte superior do farol de Galinhos. Pouco tempo depois chegamos a praia do farol, sendo acompanhados ao longo da trilha curiosamente por dois cachorros brincalhões e espertos. Era hora de apreciarmos o contraste da natureza com a engenharia humana e descansarmos um pouco, fazendo um lanche com nossos guias canídeos. Após muitas fotos partimos em direção a cidade de Galinhos, caminhando livremente seguidos pelos cães aparentes fiéis companheiros, com vento forte agora ao nosso encontro, observando embarcações no mar, formações rochosas na praias com algas verdes e marrons, cnidários como anêmonas e algumas ururbus-comuns sobrevoando.
Farol de Galinhos,construído originalmente em 1931, representa o oitavo farol erigido no Rio Grande do Norte.
GOP com nossos amigos canídeos de Galinhos em visita ao Farol de Galinhos.
Praia de Galinhos,RN.

     Fizemos uma rápida pesquisa em um restaurante na praia o almoço custava 60,00 reais, que segundo o funcionário dava para duas pessoas. Resolvemos entrar na área urbana,onde encontramos alguns bugueiros almoçando em um restaurante do tipo Self-service , com preço mais acessível e um ambiente tranquilo,almoçamos ali. Posteriormente relaxamos um pouco a sombra de árvores,em local ventilado no centro da cidade extremamente tranquila, sendo o silêncio quebrado apenas pelas charretes que são vistas com frequência em Galinhos, já que elas são uma "marca registrada" dessa pacata e limpa cidade.
Igreja Católica em reforma, Matriz N. Sra. dos Navegantes,Galinhos.

   Depois de alguns minutos descansando, continuamos nossa excursão voltando para o rio, seguindo margeando este que estava com muitas espécies de aves,como maçaricos,garças,algumas espécies de crustáceos como siris,caranguejos,cracas, plantas típicas do ecossistema manguezal como mangue-preto,mangue-vermelho,mangue-branco,etc.
Tesourinha Tyrannus savana.

Maçarico-galego Numenius phaeopus

Batuíra-de-bando Charadrius semipalmatus e Maçarico-rasteirinho Calidris pusilla.

Mangues em Galinhos,RN.

Aratu Goniopsis cruentata.

Siri Callinectes danae.

Concha quebrada, Molusco.

    A cada passo ficávamos mais próximo da belíssima formação de areia, o Morro do André também conhecido como Morro de Galos, duna enorme de onde é possível ver as primeiras casas da comunidade de Galos.
Integrantes do Grupo Onça Pintada em Galinhos,RN.
Grupo Onça Pintada caminhando as margens do Rio Aratuá em Galinhos,RN.
Morro do André ou Morro de Galos,Galinhos,RN.

Paisagem vista a partir do Morro do André,Galinhos,RN.

    Mas na frente encontramos ainda na praia o primeiro cemitério da comunidade de Galos,com muitas pedras expostas devido a ação dos ventos e do tempo e duas cruzes, e muitos morros de conchas. Adentramos a comunidade pesqueira e tranquila, parando em uma casa de alpendre ventilado, onde lanchamos e conversamos com um nativo sobre a realidade atual daquela comunidade comparando-a com a do passado.
Primeiro Cemitério de Galos na Praia de Galos,Galinhos,RN.
GOP no Trapiche de Galos,Galinhos,RN.

Parque Eólico de Galinhos,RN.

Vista à distância da Praia do Capim,Galinhos,RN.

    Depois de 40 minutos de "prosa" fomos para o trapiche de onde podemos ver a distância a praia do capim,outro grande parque eólico,a Pousada Peixe Galos, a maior pousada de Galinhos e algumas crianças brincando e banhando-se nas águas do rio.

Integrantes do GOP com nativo em barco no Rio Aratuá,Galinhos,RN.

Vegetação típica de Caatinga em Galinhos,RN.

Salinas naturais em Galinhos,RN.

     Em seguida partimos de barco de Galos rumo ao trapiche de Pratagil. No trajeto as belezas naturais são inúmeras, como a curiosa vegetação típica de Caatinga de um lado, no meio um manguezal e do outro lado vegetação de dunas,típica de restinga, um contraste belíssimo ampliado a distância com a presença de Salinas Naturais gigantes.
Espumas levadas pelo vento na rodovia RN-402 em Galinhos,RN.
Estacionamento de Pratagil, Galinhos,RN.

Chegamos no Estacionamento de Pratagil as 16:30 e nos despedimos da simpática e tranquila Galinhos partindo de volta para nossa terra, Trampolim da Vitória.


DICAS:

Quer visitar Galinhos? É fácil. Saindo a partir de Natal siga a rodovia BR-406 em direção a João Câmara, indo de carro até a Praia Pratagil,onde tem um Estacionamento. A partir daí o visitante tem como principal opção fazer a travessia do Rio Aratuá de barco que custa 3,00 reais por pessoa e dura em média 20 minutos.
Onde se hospedar? Uma ótima opção é a Pousada Peixe Galo que fica no Distrito de Galos em Galinhos. Entre em contato pelo tel: 55.84 3552 2001 - 55.84 3552 2026
Onde almoçar? Existem muitas opções,desde a beira mar com almoço custando em média 60 reais para duas pessoas até Restaurante Self-Service da Nanai com almoço custando 10,00 reais por pessoa. 

PARA CONHECER A FAUNA E FLORA VISTA NESSA EXCURSÃO OU EM OUTRAS,ACESSE:http://faunaefloradorn.blogspot.com.br/
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