terça-feira, 2 de julho de 2013

VIAGEM À CAMPO GRANDE E TRIUNFO POTIGUAR.

Alguns integrantes do Grupo Onça Pintada(GOP) na Serra do Cuó,Campo Grande,Rio Grande do  Norte.

INTRODUÇÃO

      No dia 29 de junho de 2013 o Grupo Onça Pintada formado por Francisco,Luíz Mossoró,Júlio e Chagas viajou aos municípios de Campo Grande,Triunfo Potiguar e Jucurutu,localizados no estado do Rio Grande do Norte. Nossos principais objetivos eram: Conhecer,fotografar e praticar trekking na Serra do Cuó,conhecer um dos sítios arqueológicos de Campo Grande e o açude do morcego; visitar os municípios de Triunfo Potiguar e Jucurutu, a fim de conhecer a casa de pedra,pedra do navio e pelo menos um sítio arqueológico nas imediações da Serra de João do Vale.

RESUMO DA HISTÓRIA DE CAMPO GRANDE-RN .

      "Os primeiros habitantes da Serra da Capilhada foram os índios Pêgas.
Em 1750, a região era conhecida pelo nome de Campo Grande, em referência as extensas campinas situadas à margem esquerda do rio Upanema.Nessa época, estabeleceu-se na região um português chamado Gondim, com as primeiras fazendas de criação de gado.Nos idos de 1761, o Sargento-Mor João do Vale Bezerra adquiriu, em hasta pública, as terras da serra da Capilhada, pertencentes anteriormente ao português Gondim, surgindo então a povoação de Campo Grande e a história de uma serra que com o passar do tempo passou a ser chamada de Serra de João do Vale. Foram construídas casas para a família e descendentes de João do Vale, edificada uma capela em homenagem a Nossa Senhora de Santana.Em 14 de setembro de 1858, a Lei nº 114 criou o município com a denominação de Campo Grande. Interesses políticos, entretanto, fizeram com que essa Lei fosse derrogada em 1868, passando Campo Grande a simples posição de distrito do recém- criado município de Caraúbas. A Lei nº 613, de 30 de março de 1870, restaurou o município com a denominação, de Triunfo. Em 28 de agosto de 1903, a Lei nº 192 originada do projeto do Deputado Luís Pereira Tito Jácome, mudou o nome do município para Augusto Severo, em homenagem ao inventor do dirigível Pax.
No dia 6 de dezembro de 1991, através da Lei nº 155, o município de Augusto Severo voltou ao seu antigo nome Campo Grande(IDEMA,2008)". O município de Campo Grande está localizado na microrregião Médio Oeste Potiguar, a 265 quilômetros de distância de Natal, tendo uma área de 897 quilômetros quadrados de extensão.
RESUMO DA HISTÓRIA DE TRIUNFO POTIGUAR.

      "No final do século XIX, na localidade chamada Sítio Tapera, situada em terras pertencentes ao
município de Campo Grande, teve início um povoamento incentivado pelo patriarca local Felipe
Neri. Numa relação direta com sua origem, o novo arruado recebeu o nome de Tapera. A
denominação posterior, Triunfo, foi herdada do nome do município sede, que passou a se
chamar Augusto Severo no ano de 1903.
A primeira missa no povoamento Triunfo foi celebrada no dia 1º de junho de 1922, na residência
de Felipe Neri, pelo Padre Abel. Nesse mesmo ano teve início a construção da capela da
localidade, que contou com o esforço e a dedicação de seus moradores, que juntos fabricaram
tijolos, telhas e trabalharam dia e noite na edificação do templo.
No dia 7 de junho de 1930, no curso de seu desenvolvimento, o povoado realizou sua primeira
feira livre, com a participação de comerciantes de várias partes da região.
Triunfo continuou crescendo lentamente, com suas atividades de criação de gado e do cultivo
das lavouras, chegando à condição de distrito no dia 8 de novembro de 1963, pela Lei nº 2.977.
A capela erguida pela força do povo, que atravessou os anos, servindo à fé da comunidade, foi
restaurada e ampliada, em meados de 1963, sob o patrocínio de Sebastião Felinto, católico
devotado da localidade.Teve início então a luta pela emancipação política, que começou a se tornar realidade pela favorável decisão popular tomada no plebiscito realizado no dia 21 de abril de 1992. No dia 26 de junho do mesmo ano, através da Lei nº 6.303, Triunfo desmembrou-se de Campo Grande,
tornando-se município do Rio Grande do Norte, com o nome de Triunfo Potiguar(IDEMA,2008)". O município de Triunfo Potiguar está localizado na microrregião Médio Oeste Potiguar, a 254 quilômetros de de distância de Natal, contando com uma área de 269 quilômetros quadrados de extensão.

BREVE DESCRIÇÃO DA EXCURSÃO.

      Saímos de Parnamirim as 4:10h da manhã e chegamos em Campo Grande de 7:55h, como a principal operadora de telefone celular que tenhe sinal na região é a "Tim" não conseguimos se comunicar com o guia Fernando, já que todos os integrantes do grupo só tem celular com as operadoras "Oi" e "Claro". Ao chegarmos na cidade paramos na frente de uma residência onde estavam sentados os donos da casa, desci do carro,cumprimentei-os e expliquei a nossa situação, e o senhor muito hospitaleiro prontamente me emprestou o seu celular para ligarmos para Fernando, e este disse que achava que não víamos mais e que estavam no início da trilha. Ele nos orientou a entrar pela Fazenda Belo Monte,próximo ao açude recreio, seguindo pela estrada de terra com muitas pedras, logo entramos nas terras da fazenda, Fernando veio nos buscar com seu amigo Diego de moto, nos dando apoio.
Serra do Cuó vista a partir do açude recreio,Campo Grande,Rio Grande do  Norte.
Serra do Cuó e Açude Recreio, pontos turísticos de Campo Grande/RN.
Açude Recreio, ponto turístico de Campo Grande-RN.

      Deixamos o carro no final da estrada aberta recentemente próximo a entrada da trilha que culmina no topo do "Pico dos Americanos", onde já estavam esperando um grupo de jovens da igreja batista que também fariam a principal trilha da Serra do Cuó pela primeira vez. Juntamo-nos a este grupo e guiado por Fernando Pimenta,Diego e Tiago Gondim iniciamos a caminhada em meio a vegetação típica de caatinga,principalmente de porte arbustivo e herbáceo,estava bem verde após as chuvas dos últimos meses. 
Grupo na parte mais fácil da trilha durante a escalada na Serra do Cuó,Campo Grande-RN.

      Segundo o guia a trilha tem cerca de 3 quilômetros até o ápice do Pico dos Americanos, é uma trilha estreita, que permite apenas o deslocamento de uma pessoa atrás da outra, bem íngreme em boa parte do percurso, com muitas pedras,principalmente no início e no final, conforme nos aproximamos do "paredões rochosos" localizados nas maiores altitudes da serra, o ambiente é mais úmido e aumenta a variedade de espécies de plantas arbóreas,como angico,cajueiro, e etc, como também é possível observar a presença de fungos. 
Paisagem vista a partir do primeiro mirante no início da trilha, Serra do Cuó,Campo Grande-RN.
Fungo visto na trilha da Serra do Cuó
Fungo visto na trilha da Serra do Cuó
Integrante do GOP na Serra do Cuó,em Campo Grande,RN.

     Durante a trilha paramos várias vezes para descansar,se hidratar,apreciar a paisagem a partir dos vários mirantes presentes nessa trilha. Além disso paramos bastante para fotografar principalmente a vegetação herbácea,muitas espécies de plantas com flores de variadas formas,cores e cheiros.
Flor da espécie Sida galheirensis vista na trilha da  Serra do Cuó,em Campo Grande-RN.
Flores da espécie  Echinodorus subalatus vista na trilha da  Serra do Cuó,em Campo Grande-RN.
Flor da espécie Ipomoea nil vista na trilha da  Serra do Cuó,em Campo Grande-RN.
Flor da espécie Ipomoea bahiensis vista na trilha da  Serra do Cuó,em Campo Grande-RN.
Flores da espécie Stachytarpheta sanguinea
  vista na trilha da  Serra do Cuó,em Campo Grande-RN.

      Em relação a fauna, ouvimos muitas aves vocalizando,como por exemplo rolinha-branca(Columbina picui),rolinha-caldo-de-feijão(Columbina talpacoti),rolinha-cinzenta(Columbina passerina),Tuim(Forpus xanthopterygius),podemos observar animais invertebrados da classe dos Insetos (Insecta),como: libélulas(Ordem Odonata),gafanhotos,esperanças(Ordem Orthoptera), percevejos,cigarras(Ordem Hemiptera),besouros(Ordem Coleoptera),borboletas e mariposas(Ordem Lepidoptera),abelhas,vespas,formigas(Ordem Hymenoptera),moscas(Ordem Diptera),Cupins(Ordem Isoptera) e outros artrópodes como embuá(Diplopoda),pequenas aranhas, entre os répteis vimos apenas a lagartixa-comum,lagartixa-da-caatinga e um pequeno lagarto,além disso um rapaz do grupo afirmou que tinha visto uma cobra-coral,que rapidamente se escondeu entre as pedras.
Lagarta, larva de uma borboleta ou mariposa(Insecta,Lepidoptera), vista na Serra do Cuó.

Embuá( Artropoda,Miriapoda,Diplopoda),animal inofensivo ao ser humano visto na trilha da Serra do Cuó.
Lagartixa(Tropidurus semitaeniatus),um dos "répteis" mais visto na trilha da Serra do Cuó.
Calango, fotografado à distância no interior da mata escura,parece ser a espécie Briba brasiliana(?).
      Após cerca de 1:30h de caminhada apreciando a natureza,chegamos ao cume do "Pico dos Americanos", onde estar cravado o marco do centro de 1957.
Marco cravado no Talhado dos Americanos,Serra do Cuó,Campo Grande,RN.
Grupo Onça Pintada(GOP) no talhado dos Americanos,Serra do Cuó.

     Do alto da Serra do Cuó, a partir do Talhado dos Americanos é possível ver a cidade de Campo Grande,Triunfo Potiguar,Caraúbas e Mossoró,em cima deste existem muitas plantas adaptadas a ambientes rochosos e ao clima seco,ocorrendo apenas nesse ecossistema.
Plantas das famílias Cactaceae e Bromeliaceae, típicas da região semi-árida  da Caatinga.

    É uma visão belíssima principalmente durante essa época, pois a vegetação de Caatinga arbustiva e herbácea que passa a maior parte do tempo "seca",perdendo suas folhas para diminuir a perca de água através da transpiração, voltar a ficar totalmente verde,após as primeiras chuvas, tornando a paisagem deslumbrante, com a vida aflorando rapidamente, onde antes tudo parecia morto, um paraíso em pleno sertão.
Parte da Serra de João do Vale vista a partir do mirante na Serra do Cuó.
Vista parcial do Complexo serrano "Serra de João do Vale" vista a partir do mirante na Serra do Cuó.
GOP junto com o grupo de Campo Grande no Talhado dos Americanos,Serra do Cuó.
Pico do Papagaio,Serra do Cuó,Campo Grande,RN.
Vista da cidade de Campo Grande a partir de mirante na Serra do Cuó

      Após apreciarmos e fotografarmos a paisagem de diferentes ângulos e renovarmos as energias, voltamos caminhando pela mesma trilha um pouco mais rápido do que na subida, tentando evitar que a chuva nos alcançasse lá em cima, pois as nuvens rapidamente se enegreceram, e em seguida começou a chover, mas foi uma chuva fina e rápida, o que proporcionou uma descida com segurança. Ao término da trilha, muita hidratação, e em seguida fomos ao Sítio Arqueológico que fica na base da Serra do Cuó. 
Pintura rupestre da tradição agreste,localizada em pedra  na base da Serra do Cuó.
Pintura rupestre da tradição agreste, localizada em pedra  na base da Serra do Cuó.
     Na pedra onde se encontram as pinturas, encontramos pouquíssimas pinturas nítidas,percebe-se que existiam outras,devido a rascunhos de manchas de tintas presentes nas paredes da rocha praticamente apagadas devido ao tempo. Mas no município de Campo Grande existem outros Sítios arqueológicos com pinturas e gravuras rupestres na fazenda Boa Vista(laje do menino), do Assentamento Nova Vida, da Santa Maria e do Creca. Posteriormente nos despedimos da equipe maravilhosa de Campo Grande que esteve conosco na trilha e fomo almoçar no Bar e Restaurante do Morcego, próximo ao açude do Morcego. um ambiente bem agradável, cercado de belas paisagens, de um lado a visão da Serra do Cuó e do outro as águas do açude do Morcego, e principalmente com uma comida gostosa, não podia ser melhor. 
Açude do Morcego,Campo Grande,RN.
Ave vista próxima ao Açude do Morcego em Campo Grande,RN.
Rolinha-roxa (Columbina talpacoti) vista próxima ao Açude do Morcego em Campo Grande,RN.

     Nas adjacências do grande reservatório de água, observamos várias espécies de aves como: Galo-de-campina(Paroaria dominicana),Concriz(Icterus jamacaii),Golinha(Sporophila albogularis),Casaca-de-couro(Pseudoseisura cristata),Rolinha-branca(Columbina picui),Rolinha-caldo-de-feijão(Columbina talpacoti),Rolinha-cinzenta(Columbina passerina),Tuim(Forpus xanthopterygius),anuns branco(Guira guira) e anuns preto(Crotophaga ani),jaçanãs(Jacana jaçanã L.),quero quero(Vanellus chilensis),Carcará(Caracara plancus),Garça-branca-pequena(Egretta thula),Garça-branca-grande(Ardea alba),Urubus-de-cabeça-preta(Coragyps atratus),beija-flor, etc. Depois do almoço partimos em direção ao município de Triunfo Potiguar contemplando imagens espetaculares da Serra de João do Vale, um complexo serrano pertencente ao Planalto da Borborema, localizada em altitudes que variam de 200m até 739m acima do nível do mar.
Igreja do Sagrado Coração de Jesus,Triunfo Potiguar,Rio Grande do Norte.
Frente de uma Casa com belíssimos traços arquitetônicos,Triunfo Potiguar
Casa com traços arquitetônicos na "fachada" muito bonito,em Triunfo  Potiguar.

    Entramos na cidade rapidamente, fotografamos a Igreja Católica do Sagrado Coração de Jesus, e algumas casas populares que apresentam "fachadas" belíssimas, detalhes nos traços arquitetônicos que não vemos na arquitetura das casas atuais. 
Grupo na rodovia BR-226 saindo de Triunfo Potiguar,RN.
Vista do "Pico do Irerê",localizado em Triunfo Potiguar,RN.
Vista do "Cabeço do Irerê",localizado em Triunfo Potiguar,RN.

      Em seguida voltamos a pista, seguindo em direção a cidade de Jucurutu, mas ainda paramos para admirarmos a grandiosidade e beleza do Pico do Irerê, também chamado Cabeço do Irerê.

No próximo post continuaremos mostrando a conclusão dessa viagem em Jucurutu.

DICAS:
Quer conhecer Campo Grande e ou subir a Serra do Cuó? Entre em contato com o guia Fernando Pimenta pelo telefone: (84)9666-5279.
Onde almoçar uma comida gostosa em Campo Grande? No Morcego Bar e Restaurante,entre em contato pelo telefone:9616-0735. Abre de terça-feira a domingo, para almoço.
Ao viajar pra região Médio Oeste Potiguar tenha sempre um chip da operadora TIM se quiser se comunicar com alguém através do uso de celular,pois por enquanto é a que tem melhor sinal na região.
AGRADECIMENTOS ESPECIAIS:
agradecemos a Railton Rocha,Heráclito Patrício,Fernando Pimenta,Diego,Tiago Gondim,Poliana Bezerra,ao Pastor Maciel da Igreja Batista de Campo Grande e a todos aqueles que fizeram parte dessa caminhada na Serra do Cuó.  Também agradecemos ao senhor que nos emprestou seu telefone num momento crucial da nossa chegada em Campo Grande. 
PARA CONHECER A FAUNA E FLORA VISTA NESSA EXCURSÃO OU EM OUTRAS,ACESSE:http://faunaefloradorn.blogspot.com.br/

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 3 de março de 2013

EXPEDIÇÃO A MATA ESTRELA, BAÍA FORMOSA, RN.

Placa na entrada da Mata Estrela,em Baía Formosa,Rio Grande do Norte.
       No dia 12 de fevereiro de 2013, o grupo onça pintada formado por Elias, Júlio, Hugo, Kécio,Aligleydson e Francisco viajou a Baía Formosa,último município do litoral sul do Rio Grande do Norte, especificamente até o Parque Florestal Senador Antonio Farias,conhecido como Mata Estrela.

INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A MATA ESTRELA.
       O Parque Florestal Senador Antonio Farias é conhecido popularmente como Mata Estrela porque no “passado a Mata originalmente tinha cinco extremidades que em vista área lembrava uma estrela”. A Mata Estrela é o maior remanescente de Mata Atlântica sobre dunas litorâneas do Brasil, tendo uma área total de 2039,93h, sendo cerca de 1.888,78 de floresta, 81,64 de dunas e 69,73 de lagoas que são dezenove, sendo a maior e mais conhecida a lagoa de Coca Cola ou Araraquara. Com o objetivo de preservar a maior área do Bioma de Mata Atlântica do estado do Rio Grande do Norte, o governo estadual tombou a Mata Estrela com uma Reserva de Proteção Estadual em agosto de 1990. Em 1993, a UNESCO tombou a Mata Atlântica brasileira como Reserva da Biosfera, transformando-a em Patrimônio da Humanidade, portanto a Mata Estrela apesar de pertencer a Destilaria Baía Formosa, ela também é Patrimônio Mundial da Humanidade. Em 2000 ela foi transformada em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, sendo agora oficialmente uma Unidade de Conservação que tem como objetivo proteger todo patrimônio natural ali presente, sendo permitido aos proprietários o desenvolvimento de atividades sustentáveis na área da RPPN. Para mim a Mata Estrela é o último paraíso potiguar, o principal refúgio da biodiversidade da Mata Atlântica norte-rio-grandense, um ecossistema litorâneo que possui grande diversidade biológica pelo menos em nível da região Nordeste, onde ainda é encontrado animais ameaçados de extinção como o macaco guariba (Alouatta belzebul belzebul), o pintor verdadeiro(Tangara fastuosa), o macaco-galego(Cebus flavius), uma espécie rara em via de extinção e árvores nativas de grande porte como o pau-brasil(Caesalpinia echinata) ainda encontrado facilmente no interior da Floresta.
O macaco Guariba,a Gameleira milenar e a Lagoa de Coca Cola são as principais "atrações turísticas" da Mata Estrela.
       INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE BAÍA FORMOSA.
       O município de Baía Formosa estar localizado na região do litoral agreste do estado do Rio Grande do Norte, distante 90 quilômetros da capital potiguar. O Nome Baía Formosa foi dado pelos portugueses que ao explorarem nossa costa marítima e virem à enseada que forma a única baía do litoral potiguar ficaram fascinados com a beleza dessa e exclamaram “Que baía formosa”. Baía Formosa no começo do século XVI,quando ainda era habitada por nativos indígenas, chamava-se ARETIPICABA, ou “bebedouro dos papagaios”. Depois foi habitada pelos “portugueses invasores”, que denominavam a enseada de ARATIPICABA.
Grupo Onça Pintada(GOP) na entrada da Mata Estrela,em Baía Formosa,Rio Grande do Norte.
       BREVE DESCRIÇÃO DA EXPEDIÇÃO.
       Chegamos a entrada da Mata Estrela as 6:32h e infelizmente não encontramos nenhum vigia na guarita,mas como sabemos que na guarita da praia sempre tem vigia entramos em acordo de que passaríamos lá no dia seguinte para deixarmos nossa contribuição financeira que é destinada para manutenção dos vigias que cuidam da área. Com mochilas nas costas, passos firmes e câmera fotográfica em mãos iniciamos nosso trekking pela trilha da gameleira, observando a vegetação principalmente de porte arbustivo e arbóreo, ouvindo cigarras estridulando, alguns pássaros como o vem-vem (Euphonia chlorotica) cantando, o som de animais se deslocando na serrapilheira, o ruído das árvores através do contato de seus galhos, e em fim chegamos a uma das principais atrações da Mata Estrela, uma gameleira (Ficus catappifolia) fantástica com altura estimada de 32 metros, cerca de 18 metros de circunferência(tronco), uma copa medindo 35 metros de diâmetro e idade estimada em 1000 anos segundo o Engenheiro Florestal Nivaldo Araujo.
Vista parcial do tronco da Gameleira(Ficus catappifolia) milenar.
Equipe de Buchicraft próximo a Gameleira(Ficus catappifolia) milenar.
        Após apreciarmos sua beleza continuamos a caminhada ecológica pela mesma trilha, onde podemos ouvir também a vocalização dos guaribas e mais na frente à trilha se bifurca, onde seguimos pela trilha a direita que é a trilha do capitão, essa também se birfuca com a trilha do pagão, mas na frente à esquerda, mantivemo-nos na mesma que é conhecida como trilha do pau Brasil por cerca de 30 minutos em seguida retornamos para a trilha do pagão que vai terminar próximo a lagoa de coca cola onde iríamos acampar.
        A trilha do Pagão é uma das principais trilhas para se chegar a lagoa de Coca Cola,sendo esta a maior lagoa da Mata Estrela e a mais bonita. O nome Coca Cola para a lagoa de Araraquara é porque suas águas parecem com o refrigerante de mesmo nome e são escuras por causa da matéria orgânica proveniente de folhas e raízes das plantas e do solo que é rico em ferro e iodo.
Vista parcial da Lagoa da Coca Cola ou Araraquara,Mata Estrela,Baía Formosa.
       Durante essa trilha e nas outras já citadas podemos observar algumas plantas que conhecemos de porte herbáceo como Xinxo(Hohenbergia ramageana Mez.),Antúrio Selvagem(Anthurium affine),Coroa-de-frade(Melocactus bahiensis); de porte arbustivo, muricis(Byrsonima sp.), maçaranduba de tabuleiro(Manilkara triflora), facheiro(Cereus squamosus), árvores como Sucupira(Bowdichia virgilioides HBK), Maçaramduba(Manilkara aff.amazonica Hub.), Pau ferro(Cassia apoucoita Aubl.), Cawaçu(Coccoloba sp.), Pau Brasil(Caesalpinia echinata L.), Amescla(Protium heptaphyllum),Jatobá(Hymenaea courbaril L.),Pau d´arco (Zollernia ilicifolia Vog), plantas trepadeiras como os cipós, que são encontradas em diversos tamanhos,espessuras e formas, orquídeas trepadeiras como a Baunilha(Vanila sp.) de onde é extraído a “vanillina” (C8H8O3), que é o princípio ativo da baunilha, cujo nome comercial atualmente é: “extrato de Vanilla”, sendo usada para aromatizar chocolates, doces e tortas.
Tronco de Amescla(Protium heptaphyllum).
Tronco e parte da copa de Maçaranduba(Manilkara aff. amazonica Hub).
Alguns Cipós ou Lianas que são encontrados facilmente na Mata Estrela. 
Flor de Mandacaru( Cereus sp.)
        Entre os animais a diversidade também é imensa, podemos observar animais invertebrados da classe dos Insetos (Insecta),como: libélulas(Ordem Odonata),gafanhotos,grilos,esperanças(Ordem Orthoptera), percevejos,cigarras(Ordem Hemiptera),besouros(Ordem Coleoptera),borboletas e mariposas(Ordem Lepidoptera),abelhas,vespas,formigas(Ordem Hymenoptera),moscas,mosquitos,mutucas(Ordem Diptera),baratas(Ordem Blattaria),Louva deus(Mantodea), Cupins(Ordem Isoptera),Tesourinha(Ordem Dermaptera), aracnídeos,como aranhas das famílias Saltcidae,Lycosidae,Argiopidae,Ctenidae e Theraphosidae( caranguejeiras) e embuás(Diplopoda).
Alguns representantes do táxon dos Insecta(Insetos) observados nessa Excursão à Mata Estrela. 
Alguns exemplares de Louva-deus(Inseto;Mantodea) observados nessa Excursão à Mata Estrela. 
Alguns representantes do táxon Aracnida(Aracnídeos) observados nessa Excursão à Mata Estrela. 
       Entre os animais vertebrados visualizados durante as trilhas em direção a lagoa de coca cola, destacamos os primatas,representados pelos sagui-de-tufos-brancos(Callithrix jacchus L.), o macaco prego galego(Cebus flavius) e o macaco bugio(Alouatta belzebul belzebul) que estavam em grupo de aproximadamente 5 indivíduos adultos com pelo menos 1 filhote(visto), muitas aves,como sibite(Coereba flaveola),bem te vi(Pitangus sulphuratus),Rouxinol(Troglodytes aedon) suiriri(Tyrannus melancholicus), rolinha-caldo-de-feijão(Columbina talpacoti),rolinha cinza(Columbina passerina L.),rolinha branca(Columbina picui),juriti(Leptotila verreauxi),vem vem(Euphonia chlorotica),sanhaçu(Thraupis sayaca),balança-rabo-de-chapéu-preto(Polioptila plumbea),Pula-pula (Basileuterus culicivorus), um casal de Psittacideos,que parecia ser o periquito-rei(Aratinga cactorum) sobrevoando a floresta,entre outras aves que não conhecemos. Entre os répteis,vimos o téiu(Tupinambis teguixin), bico doce(Ameiva ameiva),Calanguinho(Cnemidophorus occelifer),Lagartixa(Tropidurus hispidus),Lagarto Enyalius catenatus,Coleodactylus meridionalis, a cauda de duas pequenas serpentes terrícolas que não foi possível visualiza-las completamente e consequentemente identifica-las. Ainda ouvimos o canto da rã cachorro(Physalaemus cuvieri),anfíbio anuro.
Guariba(Alouatta belzebul belzebul),primata ameaçado de extinção.
Sagui-de-tufos-brancos(Callithrix jacchus L.).
Rolinha Cinzenta(Columbina passerina L.).
Da esquerda para a direita: Enyalius catenatus e Coleodactylus meridionalis.
       Após horas caminhando, observando e fotografando a biodiversidade local chegamos a lagoa de coca cola que estava cheia de turistas que foram trazidos por treze bugueiros que ali estavam e de urubus-de-cabeça-preta(Coragyps atratus).
Aglomerado de Urubus-comum(Coragyps atratus) na lagoa da Coca Cola.
Urubu-Comum((Coragyps atratus) em vôo.
       Descansamos um pouco e em seguida renovamos nossas energias banhando-se nas águas “medicinais e rejuvenescentes” da lagoa de Coca Cola e em seguida Kércio e Alygleidson fizeram fogo sem fósforo onde preparamos nosso almoço e posteriormente nos alimentamos.
Kércio defumando a carne para almoço e janta.
       No final da tarde montamos as barracas e a noite após comermos o “pão do caçador vitaminado” feito por Kércio com auxílio de todos, combinamos os horários da Honda a noite no acampamento e as pessoas que seriam responsáveis pela segurança na área de camping. Durante a noite na Honda feita por Francisco e Kércio, eles conseguiram ver apenas um anfíbio anuro, a rã-manteiga (Leptodactylus macrosternum) e ouvirem a vocalização de outro anfíbio anuro, a pererca(Dendropsophus minutus),viram também peixes como traíra(Hoplias malabarica) e tilápia(Oreochromis niloticus) nas águas rasas da borda da lagoa, e ainda conseguiram pescar uma traíra.
Vista lateral da rã manteiga(Leptodactylus macrosternum) as margens da lagoa da Coca Cola.
Traíra(Hoplias malabarica) após captura.
       No dia seguinte de manhã cedo vimos duas jaçanãs(Jacana jaçanã L.),quero quero(Vanellus chilensis),lavadeira-mascarada(Fluvicola nengeta L.) uma ave aquática que parecia ser um paturi na lagoa da Coca Cola,além de muitas pegadas de raposa(Cerdocyon thous),guaxinim(Procyon cancrivorus) e algumas que pareciam com as pegadas de gato-do-mato-pequeno(Leopardus tigrinus) nas margens dessa lagoa.
Amanhecer as margens da lagoa da Coca Cola.
Vista Panorâmica(era pra ser) da Lagoa da Coca Cola.
        Desmontamos o acampamento e continuamos nossa expedição com o objetivo de atravessarmos a floresta e chegarmos ao rio Sagi que fica um pouco depois do limite da área da reserva. Foi uma grande aventura caminhar no interior da floresta, subindo e descendo morros, em meio a vegetação fechada em alguns momentos, até chegarmos a borda da Mata, numa área de tabuleiro bem antropizada,com uma plantação de coqueiros(Cocos nucifera) e outras plantas como Catanduva(Piptadenia moniliformis Benth),Mangabeira(Hancornia speciosa Gomes),Cajueiro bravo(Curatella americiana L.),Jenipapo bravo(Tocoyena sellowiana),Juazeiro(Zizyphus joazeiro),Sapucaia(Lecythis pisonis Cambess),Cajarana(Simaba sp.), e etc.
Grupo Onça Pintada(GOP) coletando água em nascente.
       Andando na borda da Mata debaixo de “sol escaldante” com pouca água potável, até que conseguimos encontrar uma nascente, onde nos abastecemos e mais na frente chegamos a um braço do rio Sagi.
Grupo Onça Pintada(GOP) descansando ao longo dos 20 quilômetros de caminhada no 2º dia.
Grupo Onça Pintada(GOP) se preparando para passar sobre "braço" do Rio Sagi.
          Depois de muito análise e diálogo resolvemos voltar seguindo em direção a praia caminhando através de uma área aberta, onde é cultivada a cana-de-açucar. Nesse ambiente vimos o urubu-de-cabeça-vermelha(Cathartes aura), um gavião-de-cauda-curta(Buteo brachyurus),um carcará(Polyborus plancus), uma coruja-buraqueira(Athene cunicularia),anuns branco(Guira guira) e anuns preto(Crotophaga ani). Após cerca de 7 horas caminhando em floresta de grande porte, subindo e descendo morros, em tabuleiros, em dunas, ainda tivemos que atravessar um braço do rio Sagi para chegarmos a comunidade de Sagi, e em fim a desembocadura do rio Sagi(rio dos uçais) onde almoçamos uma deliciosa macaxeira com carne de sol a beira mar.
Grupo Onça Pintada(GOP) almoçando na praia de Sagi,em Baía Formosa.
       Depois do almoço e abastecidos com água potável voltamos caminhando lentamente pela praia, sendo acompanhado em boa parte do percurso por um simpático cachorro até chegarmos a lagoa de Coca Cola durante o pôr do sol.
Grupo Onça Pintada(GOP) na praia de Sagi voltando para a Mata Estrela.
Grupo Onça Pintada(GOP) na praia da Cutia,em Baía Formosa.
         Para renovar as forças após cerca de 20 quilômetros de caminhada ecológica por diversos tipos de terreno, um merecido banho de coca cola (lagoa). Em seguida montamos acampamento, fizemos um fogo e em seguida a maioria foi dormir e outros, como Francisco e Júio ficaram na Honda e observando a fauna noturna, inclusive Francisco entrou em uma parte da lagoa cheia de junco onde havia um coral executado por machos da perereca(Dendropsophus minutus) e conseguiu fotografar essa espécie.
Perereca(Dendropsophus minutus) vocalizando à noite sobre junco na lagoa da Coca Cola.
       Na manhã seguinte a maioria acordou mais tarde e após o desjejum o grupo formado por Kércio,Alygleidson e Hugo decidiu seguir para a cidade de Baía Formosa para se abastecerem de água e almoçarem lá, enquanto os demais participantes dessa expedição ficaram banhando-se na lagoa e contemplando a natureza loca. Por volta das 12h00minh voltamos pela trilha que vai para Baía Formosa por dentro da Mata, passando por várias lagoas que devido as poucas chuvas dos últimos meses estavam com níveis de água bem baixos.
 Lagoa temporária,uma das 19 lagoas da Mata Estrela.
       Ao chegarmos a terceira lagoa onde foi possível banhar-se seguimos por uma trilha que termina na trilha do pagão, de onde continuamos o trekking observando e fotografando a biodiversidade da Mata Estrela. Depois de 2 horas e 30 minutos caminhando chegamos a guarita principal onde já estavam os demais participantes dessa excursão, e 30 minutos depois o nosso transporte chegou, nos trazendo de volta para nossa terra, Parnamirim.
       Durante os "dois dias e meio" caminhamos cerca de 40 quilômetros em trilhas abertas e largas,em trilhas abertas e estreitas,sem guia em meio a vegetação fechada,em ambientes sombreados no interior da floresta,em ambientes abertos na borda da mata, em tabuleiros,em restinga,em vales dunares,subimos e descemos dunas nuas e dunas com vegetação,atravessamos rios a pé com água na cintura, em fim foi uma grande aventura em contato com a natureza, sempre respeitando-a,aprendendo muito com ela e com todos aqueles que participaram dessa Expedição.

PARA CONHECER A FAUNA E FLORA VISTA NESSA EXCURSÃO OU EM OUTRAS,ACESSE:http://faunaefloradorn.blogspot.com.br/
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

PEDALADA À MACAÍBA, RN. VISITA A CACHOEIRA, O BAOBÁ DE JUNDIÁ E A BARRAGEM DE TABATINGA.


      No dia 26 de julho de 2009 o grupo formado por Luís Mossoró, Francisco, Felipe e Júlio viajou de bicicleta até o município de Macaíba, com o objetivo de conhecer e banhar-se nas águas da cachoeira de Jundiaí, visitar o baobá de Jundiaí e conhecer a barragem de Tabatinga.
ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE MACAÍBA.
      “O povoado que deu início ao que é hoje a cidade de Macaíba se chamava inicialmente Coité, uma referência à planta que era comum na região. Mas em 1855 o senhor Fabrício Gomes Pedrosa dono do Engenho Jundiaí, durante uma festa em sua casa apresentou a proposta da mudança do nome da comunidade para Macaíba, uma palmeira belíssima que chamava a atenção do Comerciante Fabrício e o novo nome da localidade foi aceita por todos que ali estavam passando a se chamar Macaíba. Macaíba estar localizada na região Metropolitana de Natal, distante 14 quilômetros da capital do Rio Grande do Norte, contando com uma população de 69.467 habitantes.” 
BREVE DESCRIÇÃO DA PEDALADA EM MACAÍBA.             
      Saímos as 5:55h pedalando pela Rodovia Federal “BR-306” até a primeira passarela, e na primeira lombada após a mesma deixamos a rodovia, e viramos a esquerda seguindo por uma rua calçada levemente íngreme, que no ponto mais alto continua a direita onde enrolamos a direita, e mais na frente essa pista se alarga e bifurca-se onde continuamos pedalando na pista a direita, seguindo a fiação de alta tensão presente na pista até então não calçada, e após umas descidas e subidas curtas, apontamos na cachoeira de Jundiaí as 6:50h.
       Ambiente muito bonito, porém com muita interferência humana ao ponto de “encimentarem” o barranco onde escoa a água do riacho, formando a cachoeira de aproximadamente 4,5m de altura que só ocorre na época de muitas chuvas.
       Banhamos-nos bastante na cachoeira e posteriormente seguimos para o baobá(Adosonia digitata L.) também localizado na comunidade de Jundiaí, árvore de origem africana de grandes proporções e aparentemente bem conservado, localizado as margens de uma pista.
      Esse exemplar tem cerca de 15 metros de altura, sue tronco tem 12m90cm de circunferência e diâmetro de 4,10m. Acredita-se que as sementes dessa grande árvore foram trazida pelos escravos que foram traficados da África. Além desse grande espécime de baobá(quer dizer árvore de mil anos) encontrado em Macaíba temos mais 13 exemplares registrados no Rio Grande do Norte, sendo esses encontrados em Nísia Floresta(um grande), em Assú temos registro oficial de 11(5 bem grandes) espécimes às margens de uma das maiores lagoas do nosso estado, a lagoa do Piató, e na Rua São José em Lagoa Seca, na cidade do Natal, temos conforme o Dr. Rashford, o segundo maior da América Latina e Caribe. Segundo Nilo Pereira (citado por Diógenes) o aviador e escritor Saint-Exupéry era apaixonado pela árvore gigante encontrada em Natal que ele  conheceu ao lado do Piloto Mermoz, e dizem que fez desenhos ingênuos de baobás e dunas (seriam as de Natal?) que são encontradas no livro “O Pequeno Príncipe”. 

      Após apreciarmos sua beleza e fotografarmos o baobá de Jundiaí continuamos nossa pedalada em direção a Barragem de Tabatinga passando pela lateral do Centro de Neurociência que estava em construção, e mais na frente sobre um rio a partir do qual deixamos o asfalto e seguimos por trilhas com muita lama, estrada de bairro com terreno acidentado, após várias subidas e descidas debaixo de “sol escaldante” paramos em uma casa isolada na zona rural onde reabastecemos nossas garrafas com água e nos informamos a respeito de um possível atalho para chegarmos a Barragem de Tabatinga. Depois de muita pedalada em trilhas com lama atravessamos mais um rio que provavelmente era o que passamos no início dessa pedalada.

        Em seguida poucos metros a diante voltamos novamente a pista asfaltada e mantivemo-nos firmes no pedal encarando ladeiras enormes e o “sol quente” convictos de que chegaríamos o mais breve possível a barragem. Um pouco mais na frente paramos em uma mercearia (bodega) onde descansamos um pouco e comemos muitas frutas e bolachas “renovando nossas energias”. Descansados e de “bucho cheio” voltamos a pedalar rumo à barragem que estava mais próxima.
      Deixamos o asfalto novamente e seguimos em estrada de barro, cheia de buracos e após muitas horas de pedaladas chegamos a Barragem de Tabatinga que tem capacidade para armazenar 90 milhões de metros cúbicos de água.

      Não havia ninguém lá, apenas muita água a perder de vista, observamos o ambiente por cerca de meia hora, vimos gavião Caboclo e Carcará, anuns, mas o sol em seu ápice proporcionou nossa volta rapidamente ao asfalto e mais na frente “pegamos” outra pista de bairro, andando entre vegetação de grande porte e principalmente no meio da vegetação de tabuleiro com muita interferência humana e após horas de pedalada desapontamos no Bairro de Bela Vista (Nova Esperança). 
      Em fim depois de cerca de 40 quilômetros de pedalada, estávamos novamente em casa, de volta a nossa terra, Trampolim da Vitória.


Até a próxima!!!  

PARA CONHECER A FAUNA E FLORA VISTA NESSA EXCURSÃO OU EM OUTRAS, ACESSE: http://faunaefloradorn.blogspot.com.br/
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...