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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

VIAGEM A SÍTIO NOVO E TANGARÁ.



Grupo Onça Pintada em visita ao Castelo do Zé do Monte,Sítio Novo/RN.

INTRODUÇÃO.
    No dia 15 de setembro o grupo formado pelos integrantes Francisco,Chagas e os convidados especiais Aldair e Patrícia viajou aos municípios de Sítio Novo e Tangará com o objetivo de visitar e registrar o Castelo do Zé do Monte, a Serra de São Pedro, o Sítio arqueológico da pedra do Letreiro e a Fazenda Irapuru de Theodorico Bezerra,que foi um líder político de grande influência na região agreste do Rio Grande do Norte.

RESUMO DA HISTÓRIA DE SÍTIO NOVO.
“As terras da Fazenda Grossos, pertencentes ao Capitão Amaro de Barros Lima em 1787,abrangia a serra de Grossos e situava-se à margem do riacho São Pedro, afluente do rio Potengi. Nessas terras nasceu uma povoação formada em sua maioria por agricultores tendo à frente o grande incentivador e fundador do povoado de Grossos, o senhor Francisco Ferreira Lima, popularmente conhecido como “Seu Chicó”. Incentivado por Seu Chicó o povoado mudou de nome, passando a ser chamado de Sítio Novo. Em 1913, foi construída uma capela em homenagem a São Francisco de Assis. No dia 31 de dezembro de 1958, de acordo com a Lei número 2,339, o povoado Sítio Novo foi desmembrado do município de São Tomé e elevado à categoria de município do Rio Grande do Norte.”(IDEMA,2008). Localizado na região trairi do Rio Grande do Norte, Sítio Novo estar a 99 quilômetros de distância de Natal, a 175 metros de altitude, sendo sua área de 213 quilômetros quadrados de extensão, onde residem 5.020 habitantes.

RESUMO DA HISTÓRIA DE TANGARÁ .
“Era final do século XIX, quando numa localidade chamada Riacho, situada às margens de um afluente do rio Trairi, surgiram os primeiros sinais de crescimento, decorrentes da atividade pastoril e do cultivo do algodão. O povoado de Riacho, pequeno e desconhecido no começo desse século, passou por uma grande mudança, quando em 1914, com a construção de uma estrada de rodagem que ia de Macaíba a Santa Cruz, passando pelo povoado, criou novas perspectivas para seus habitantes. Riacho que era um lugarejo despovoado, ressurgiu para o progresso graças ao tráfico rodoviário. A inauguração da estrada em 1917, facilitou o escoamento da crescente produção algodoeira e ajudou o crescimento do povoado. Em 1936, por iniciativa do Sr. João Ataíde de Melo, foi construída a capela em homenagem a Santa Terezinha, padroeira local. Por iniciativa do Major Teodorico Bezerra, industrial, agropecuarista, Deputado Federal e líder na região, o nome do povoado foi mudado para Tangará. Tangará é o nome de um pássaro que se caracteriza pelo costume de andar aos saltos, conhecido como pássaro pulador. O povoado crescia e já se pensava em sua autonomia política. No dia 26 de novembro de 1953, pela Lei no 931, Tangará foi elevado à categoria de distrito. Em 31 de dezembro de 1958, por força da Lei no 2.336, Tangará tornou-se município do Rio Grande do Norte, desmembrado de Santa Cruz e instalado no dia 28 de janeiro de 1959.”(IDEMA,2008). Localizado na região trairi do Rio Grande do Norte, Tangará estar a 82 quilômetros de distância de Natal, a 186 metros de altitude, sendo sua área de 360 quilômetros quadrados de extensão, onde residem 14.175 habitantes.

BREVE DESCRIÇÃO DA EXCURSÃO.
    Partimos de Parnamirim as 6 horas da manhã pela Rodovia BR-101 passando pelo território dos municípios de Macaíba, deixando-a em seguida continuando nossa viagem pela Rodovia BR-226 atravessando o território de Bom Jesus,Senador Eloy de Souza até chegarmos em Tangará, onde paramos para “tomar café”. Com as enrgias renovadas seguimos em direção a cidade de Sítio Novo pela rodovia estadual RN-118 distante cerca de 18 quilômetros do centro de Tangará. No trajeto podemos observar poucos fragmentos de vegetação de Caatinga ainda verde, provavelmente devido ao inverno que chegou tarde esse ano e muitas áreas cultivadas com monoculturas de milho e feijão com frutos, o que me fez lembrar a primeira vez que visitei Sítio Novo com o Grupo Onça Pintada em 2009.

Igreja Católica de Sítio Novo,Rio Grande do Norte.

Grupo Onça Pintada(GOP) próximo ao açude Barra do Tapuia,Sítio Novo.

    Ao entrarmos na zona urbana de Sítio Novo fizemos a primeira parada para fotografarmos o templo da Igreja Católica e observarmos a beleza do maior reservatório de água do município, o açude Barra do Tapuia com capacidade de armazenar 3 milhões e meio de metros cúbicos de água que serve a população humana local e a fauna, onde visualizamos em suas águas e adjacências, aves como garças,urubu-de-cabeça-vermelha, paturi,andorinhas e alguns pássaros.

Açude Barra do Tapuia,Sítio Novo/RN.

Garça Vaqueira(Bubulcus ibis) no açude da Barra do Tapuia

    Continuamos nossa excursão subindo a Serra do Tapuia, através da pista estreita e bastante íngrime em parte do trajeto, cercada por vegetação típica do bioma Caatinga, com vegetação principalmente herbácea e arbustiva. Após a subida inicialmente elevada da Serra a estrada de paralepípedos é intercalada com estrada não calçada na parte superior da Serra, onde reside grande parte da população de Sítio Novo. Poucos minutos depois começamos a ver a maior atração turística de Sítio Novo, o Castelo do Zé do Monte, uma visão espetacular de uma construção mística,curiosa e fascinante.

Castelo do Zé do Monte,Sítio Novo,Rio Grande do Norte.


Castelo do Zé do Monte,Sítio Novo,Rio Grande do Norte.

    Conhecido também como Castelo do Labirinto, o Castelo do Zé do Monte foi construído em 1984 pelo senhor José Antônio dos Montes,reformado do Exército, que afirma que construiu esse castelo para antender uma missão que recebeu durante visões que teve de Nossa Senhora em sonhos desde os 7 anos de idade.

GOP no Castelo do Zé do Monte,Sítio Novo,Rio Grande do Norte.

    Ao chegarmos a entrada da propriedade onde se encontra o Castelo vimos uma placa informando que só seria aberto as 9:00h, mas conseguimos nos informar com moradores vizinhos onde mora o filho do dono das terras e construtor do Castelo. Um garoto bem hospitaleiro que mora lá perto foi avisá-lo que estávamos aguardando a presença dele para que pudessemos visitar o Castelo. Pouco tempo depois ele chegou nos cumprimentando e nos dando total atenção, abrindo a porteira e as portas do castelo para que pudessemos conhecer todas as suas repartições.

Pica pau anão canela da Caatinga(Picumnus fulvescens)

Ave não identificada por nós.

Integrante do GOP na entrada dos labirintos do Castelo.

    Fomos bem recepcionados também pela natureza local com a presença de um lindo Pica-pau em um coqueiro morto logo na entrada da propriedade. Entramos no primeiro labirinto que terminou em uma área aberta que funciona como um mirante. Voltamos e seguimos por outro labirinto onde encontramos alguns morcegos pendurados no teto e mais na frente chegamos ao salão principal do castelo.

Grupo Onça Pintada em salão principal do Castelo do Zé do Monte.

Labirintos e torres vistos de cima em Castelo do Zé do Monte.

    Mais adiante entramos em outros salões adjacentes onde estão algumas “esculturas de imagens de santos”, em seguida subimos as escadas chegando ao topo do Castelo, uma pequena área que permite uma visão ampla da região, recebendo fortes ventos por ser um espaço aberto.


Esculturas religiosas no interior do Castelo.

Integrante do GOP em reservatório de água próximo ao Castelo.

    Em seguida descemos e encontramos outro grupo de pessoas que vieram visitar o Castelo. Conversamos e entrevistamos seu filho Joseildo, ele nos disse que o Castelo foi construído por iniciativa do seu pai, sem apoio dos órgãos públicos, e hoje mesmo tendo atraído a atenção de turistas de várias partes do Brasil, inclusive de estrangeiros que visitam-o e movimentam a economia local,além de divulgar a cidade de Sítio Novo, o Castelo não recebe nenhum apoio da prefeitura, sendo reformado sempre que possível apenas com investimentos do proprietário e dele.

Pedra do Sapo,Sítio Novo-RN.

Formações rochosas em Sítio Novo. a maior(direita) é a pedra do tamanduá.

    Nos despedimos e fomos almoçar no Bar e Restaurante Caminho do Castelo que fica próximo ao Castelo, onde nos alimentamos muito bem. Posteriormente seguimos por estradas de terra estreitas em direção a Serra de São Pedro. Na Área de Proteção Ambiental Pedra de São Pedro caminhamos pelas trilhas do Titanic e trilha Cavalo de Tróia, que na verdade “é um presente de grego”, pois parece ser uma trilha boa mas não é.


Serra de São Pedro,Sítio Novo-RN.

Phyllopezus periosus.

Tropidurus semitaeniatus.

    Nessas trilhas vimos alguns representantes dos Répteis típicos da Caatinga,como a lagartixa comum Tropidurus hispidus,lagartixa da Caatinga Tropidurus semitaeniatus e pela primeira vez registrei a espécie Phyllopezus periosus .

Integrante do GOP em Sítio Arqueológico do Letreiro,Sítio Novo-RN.


Pintura rupestre da tradição agreste, na pedra do letreiro,Sítio Novo-RN.

Pintura rupestre da tradição agreste, na pedra do letreiro,Serra de São Pedro.

Pintura rupestre da tradição agreste, na pedra do letreiro,Sítio Novo-RN.


Pintura rupestre da tradição agreste, na pedra do letreiro,Sítio Novo-RN.

    Nessa área também visitamos o Sítio arqueológico “Pedra do Letreiro”, que possui algumas pinturas rupestres da tradição agreste, com desenhos de grandes aves que provavelmente seriam emas que eram comuns na região, marcas de carimbo de mãos e algumas figuras abstratas, feitas por “índios” que viviam na região. Felizes por termos alcançados nossos objetivos em Sítio Novo partimos rumo a Tangará com o proporósito de conhecermos a fazenda Irapuru que chegou a ter cerca de três mil moradores durante a época em que Theodorico estava ativo na política potiguar e o Museu do “Major” Theodorico Bezerra.

Parte do Grupo Onça Pintada na entrada da fazenda Irapuru,Tangará-RN.

    Ele foi Deputado Estadual em 1947, pelo PSD (Partido Social Democrático), eleito Deputado Federal por várias vezes e Vice-Governador,tornando-se um líder político de influência no nosso estado. Prova disso é que foi tema de um documentário intitulado “Theodorico Imperador do Sertão”, dirigido por Eduardo Coutinho e apresentado no programa Globo Repórter, da Emissora Globo em 1978.


Busto de Theodorico Bezerra em frente a Capela Santa Rita de Cássia.

   Facilmente encontramos uma das estrada que dar acesso a fazenda Irapuru de 14 mil hectares,com um fragmento de vegetação de Caatinga onde vimos muitas aves como Rolinha-branca(Columbina picui),Rolinha-caldo-de-feijão(Columbina talpacoti), casaca de couro(Pseudoseisura cristata), Galo-de-campina(Paroaria dominicana) cabolinhos, vem-vem (Euphonia chlorotica), etc. Entretanto ao chegarmos a comunidade onde se encontra a fazenda procuramos nos informar quem é o responsável por controlar a visitação a fazenda e ao seu Museu, e os moradores nos disseram que só entraríamos lá com a autorização de Valdecir que mora na cidade de Tangará.


Salão com muitas frases atribuídas ao "Major" Theodorico Bezerra.

    Infelizmente não sabíamos dessa informação e depois de explicarmos o motivo da nossa visita a Dona Terezinha, ela telefonou para Valdecir que permitiu nossa entrada para fotografar e filmar externamente a fazenda. Ficamos impressionados com a grande quantidade de frases atribuídas a Theodorico escritas nas paredes dos prédios no interior da propriedade,algumas delas deixam evidente a idéia de um homem trabalhador e otimista.

Castelo em estilo medieval com mais de 50 anos.

Integrantes do GOP em visita ao Castelo da fazenda Irapuru,Tangará-RN.

Antigo carro de boi da fazenda Irapuru,em Tangará-RN.

    Vimos também um castelo estilo medieval muito bonito construído só com pedras, antigos carro-de-bois e na frente da fazenda existe a Capela Santa Rita de Cássia onde Frei Damião pregou, na frente da capela tem um busto de Theodorico Bezerra e uma estátua de Frei Damião(grande amigo de Theodorico), uma escola, creche,posto de saúde e mercado público que resistem ao tempo nos revelando um legado histórico de uma época de fartura e da grande influência política do “último dos Coronéis” na vida de muitas famílias até os dias atuais, onde residem cerca de 30 famílias.

Capela Santa Rita de Cássia da fazenda Irapuru,em Tangará-RN.


Estátua de Frei Damião,grande amigo de Theodorico Bezerra.

Antiga escola da fazenda Irapuru em Tangará-RN.

Antiga creche da fazenda Irapuru em Tangará-RN.

   Após conhecermos a fazenda e suas adjacências agradecemos a atenção dos moradores próximos e seguimos de volta para nossa terra, Trampolim da Vitória.

DICAS:
Quer visitar o Castelo do Zé do Monte? Entre em contato com Joseildo,filho de “Zé do Monte” pelo telefone: (084)8751-8972 ou (084)9970-9130.
Quer visitar a fazenda Irapuru de Theodorico Bezerra? Procure por Valdecir no centro de Tangará que todos conhecem, pois só ele tem autorização dos familiares de Theodorico para mostrar a fazenda e o Museu que conta a história de Theodorico.
PARA CONHECER A FAUNA E FLORA VISTA NESSA EXCURSÃO OU EM OUTRAS,ACESSE:http://faunaefloradorn.blogspot.com.br/

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

41ª EXCURSÃO: VIAJAMOS A MOSSORÓ,BARAÚNA,GOVERNADOR DIX-SEP ROSADO E FELIPE GUERRA.

Grupo Onça Pintada visitando o Memorial da Resistência em Mossoró, Rio Grande do Norte.
No dia 2 de abril de 2012 o grupo formado por Francisco, Giovanni, Júlio e Luiz viajou até a região do Médio Oeste Potiguar tendo como objetivos principais conhecer e fotografar os museus da cidade de Mossoró, a caverna da furna feia e o sítio arqueológico furna do letreiro em Baraúna, o poço feio em Governador Dix-Sep Rosado e algumas cavernas e construções antigas em Felipe Guerra.
Nossa excursão começou as 4:20h da madrugada quando seguimos pela BR-101 até Assu, onde paramos para tomarmos o café da manhã(desjejum) posteriormente nos dirigimos para Mossoró onde ocorre um das maiores festas juninas(são joão) do Nordeste,a terra do povo lutador que expulsou Virgulino Ferreira da Silva(Lampião) e seu bando em 1927, onde chegamos as 8:30 e fomos direto aos museus do cangaço e ao museu do petróleo, ambos mais uma vez fechados, restando-nos apenas visitarmos e fotografarmos o Memorial da Resistência e a Igreja de São Vicente que serviu como principal trincheira no confronto contra o bando de Lampião em 1927. 
Grupo Onça Pintada visitando o Memorial da Resistência em Mossoró, Rio Grande do Norte.
Memorial da Resistência em Mossoró, Rio Grande do Norte.
Igreja de São Vicente,principal trincheira contra o ataque de Lampião a Mossoró em 1927.
Em seguida partimos em direção a um assentamento mais afastado da zona urbana de Mossoró onde nos informamos sobre como chegaríamos a caverna furna feia a 2ª maior caverna do Rio Grande do Norte (depois da viagem percebi que percorremos o trajeto mais longo e difícil), nos deslocamos por mais de uma hora em estrada de terra na zona rural do município de Baraúna até que chegamos a Vila Nova II onde procuramos as pessoas capacitadas para nos levarmos até a caverna furna feia, mas elas estavam no centro da cidade, os seus vizinhos nos disseram que só era possível ir de carro até uma porteira com cadeado e de lá até a caverna caminharíamos uns 3 quilômetros, como tínhamos um roteiro a cumprir e nosso tempo ali já estava esgotado pois já era 12:30h decidimos deixar para conhecer a furna feia em outro momento. Partimos para a zona urbana do município de Baraúna, distante 317 quilômetros de distância de Natal, onde almoçamos na churrascaria Boi na Brasa, com vista para enorme Igreja Católica Matriz da cidade. 
Templo Religioso em Baraúna,Rio Grande do Norte.
Após almoçarmos partimos rumo ao município de Governador Dix-Sept Rosado "a capital do alho" distante 320 quilômetros de distância da capital do estado, durante esse trajeto o que mais nos chamou a atenção foram a presença de duas grande "caieiras" com intensa atividade e alguns animais domésticos, como vacas e jumentos soltos próximo a rodovia, um perigo iminente tanto para transeuntes como para os animais.
Caieira ativa em Governador Dix-Sep Rosado,Rio Grande do Norte.
Ao chegarmos ao centro de Governador Dix-Sep Rosado paramos para fotografar o prédio onde fica o Mercado Público de arquitetura muito bonita, em seguida nos informamos sobre como faríamos para chegarmos ao poço feio. 
Mercado público de Governador Dix-Sep Rosado,Rio Grande do Norte.
Após cerca de 1km do centro da cidade deixamos a rodovia e seguimos por uma estrada de terra na lateral do abatedouro(popular matadouro) de animais e após uns 6 quilômetros distante da pista principal chegamos ao propriedade do Senhor Dimas conhecido na região como "Federal" onde se localiza o poço feio e as belas piscinas naturais,ótimo ambiente para banho e lazer.
Grupo Onça Pintada com o Senhor Dimas,o proprietário das terras onde fica o poço feio,Governador Dix-Sep Rosado,Rio Grande do Norte
O proprietário muito hospitaleiro cobra apenas 2,00 reais por carro e 1,00 real por moto para entrar em suas terras e banhar-se nas águas cristalinas dos tanques naturais, pagamos 10,00$ e fomos banhar-se,relaxar e fotografar aquele paraíso natural com muita sombra e água limpa.
Grupo Onça Pintada na entrada do poço feio,Governador Dix-Sep Rosado,Rio Grande do Norte.
Grupo Onça Pintada na região do poço feio,nas piscinas de banho,Governador Dix-Sep Rosado,Rio Grande do Norte.

Grupo Onça Pintada "tomando banho" em uma piscina natural da região do poço feio,Governador Dix-Sep Rosado,Rio Grande do Norte.
 Baú da moça na região do poço feio,Governador Dix-Sep Rosado,Rio Grande do Norte.
Infelizmente ficamos pouco tempo naquele ecossistema magnífico porque chegamos muito tarde e tínhamos que continuar nosso roteiro turístico pré-estabelecido, ao passarmos a porteira na volta nos despedimos do Senhor Dimas e família, ele aproveitou para pedir para nós divulgarmos mais aquele patrimônio natural,pois segundo ele a procura ainda é pouca.
O Sol já estava se "escondendo" no horizonte quando voltamos a rodovia principal e partimos em direção a Felipe Guerra distante 351 quilômetros da capital, chegando nesse município por volta das 18:30h, onde fomos imediatamente procurar uma pousada e escolhemos a pousada de Dona Maria para dormirmos naquela noite. Com local garantido para descansarmos, fomos jantar no centro da cidade e posteriormente voltamos para a pousada. Começamos o dia 29 de abril acordando cedo e depois de tomarmos café em uma padaria, partimos para a comunidade Passagem Funda onde mora o Senhor Raimundo João Henrique e sua família que conhece a maioria das cavernas da região. Durante o percurso fotografamos algumas construções de arquitetura singular como o castelo da cidade que estava fechado, a Igreja Católica do centro, casas antigas bem conservadas com cerca de 100 anos e com traços arquitetônicos inusitados.
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Vista lateral da frente do Castelo localizado em Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
 Igreja de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro,Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
Casa com bonitos traços arquitetônicos com quase 100 anos; Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
 Mas em Felipe Guerra não são apenas as construções humanas que aguçam nossos olhos e pensamentos, o município apresenta o maior potencial para a ocorrência de cavernas no estado,onde até o momento foram registradas 90 cavidades subterrâneas e a maior caverna do território potiguar, a caverna do Trapiá com 2.330 metros lineares, contribuindo de forma significativa no número total das 563 cavernas cadastradas até o momento, colocando o Rio Grande do norte em 7º lugar em número de cavidades no Brasil! A Natureza local  nos deixou impressionados com a beleza das cavernas que apresentam grande variedade de espeleotemas, a fauna do município parece bem representada pelas aves (táxon que mais vimos) que podemos registrar durante as trilhas até as cavernas e durante todo percurso na zona rural. Ao chegarmos a casa do Senhor Raimundo fomos muito bem recebidos e o seu filho, o guia Etinho se dispôs a nos levar as grutas da rainha, uma das mais belas do estado, do urubu e da catedral. Começamos nossa trilha indo de carro até onde não havia muito pedra e em seguida fomos caminhando até a entrada da gruta da rainha, que é muito estreita e no início dessa galeria principal andamos alguns metros agachados porque o teto é baixo e deve-se ter cuidado para não quebrar nenhuma estalactite ou qualquer outro espeleotema como também para não se machucarmos. 
 Grupo Onça pintada  na entrada da Caverna da rainha, gruta da rainha,cavidade subterrânea, Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
 Grupo Onça Pintada e o guia Etinho no interior da caverna da rainha,Felipe Guerra,RN.
No interior da Caverna da Rainha ficamos encantados com a variedade de formas e tamanhos de estalactites, estalagmites, colunas e outros tipos de formações minerais. Ficamos tão impressionados com os espeleotemas que não procuramos organismo típicos de cavernas, mas mesmo assim vimos muitos morcegos, grilos e um aracnídeo raríssimo, um amblipígio.
Espeleotemas,estalactites na Caverna da rainha, gruta da rainha,cavidade subterrânea; Felipe Guerra,Rio Grande do Norte
Espeleotemas,estalactites na Caverna da rainha, gruta da rainha,cavidade subterrânea, Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
Espeleotemas,estalactites na Caverna da rainha, gruta da rainha,cavidade subterrânea, Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
Espeleotemas,estalactites na Caverna da rainha, gruta da rainha,cavidade subterrânea, Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
 Caverna da rainha, gruta da rainha,cavidade subterrânea, espeleotemas,estalactites,Felipe Guerra,Rio Grande do Norte
 Ao sairmos dessa caverna fomos até a gruta do urubu que é uma cavidade de fácil acesso e nos primeiros metros que entramos vimos muitos morcegos no teto da caverna e muitas fezes no chão, com odor muito forte resolvemos não continuar o percurso após uns 20 metros e voltamos. 
Grupo Onça pintada na Caverna do Urubu, gruta do urubu,cavidade subterrânea, Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
 Caverna do Urubu, gruta do urubu, Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
Gop após a travessia do rio indo para a caverna da catedral,Felipe Guerra,RN.
 Por último fomos visitar a gruta da catedral e como precisávamos atravessar o rio o guia pediu pra gente  ir de sandália e deixar as botas no carro para não molhar. Durante a travessia podemos observar um ecossistema com uma boa biodiversidade e, registrar algumas aves como o Socozinho, o Gavião caramujeiro, e após o rio alguns periquitos da caatinga, etc. 


Socozinho Butorides striata (Linnaeus, 1758) ,socó-estudante, soco-í ,socó-mirim,socó-mijão,socó-tripa.
 Gavião-caramujeiro Rostrhamus sociabilis (Vieillot, 1817) ,caramujeiro e gavião-de-aruá.
Periquito-da-caatinga (Aratinga cactorum); ordem dos Psittaciformes, família dos Psittacidae.
Garça-branca-pequena Egretta thula (Molina, 1782) , garcinha-branca, garça-pequena ou garcinha.
Freirinha (Arundinicola leucocephala) , lavadeira-de-cabeça-branca, lavadeira-de-nossa-senhora, maria-velhinha, viuvinha, viuvinha-do-brejo, cabeça-de-louça e cabeça-de-vô. família Tyrannidae.
 Ao chegarmos ao lajedo de calcário cheio de fendas e cavidades nos sentimos em território estranho e aumentamos nossa atenção durante o deslocamento sobre aquela formação rochosa que se formou há bilhões de anos pela sedimentação de carapaças de animais microbiológicos, até chegarmos a entrada da gruta da catedral. 
 Lajedo de calcário formação rochosa que se formou há bilhões de anos pela sedimentação de carapaças de animais microbiológicos em Felipe Guerra, Rio Grande do Norte
Nesse momento percebemos que tínhamos deixado no carro algo importante para nos apoiarmos durante a descida pelas fendas da entrada da cavidade, nossas botas, foi aí que a maioria do grupo decidiu não entrar naquela cavidade de sandália pois era inadequado, apenas um integrante do grupo, Luís desceu com o guia que levou a câmera do integrante Giovanni para fazer algumas fotos do interior dessa belíssima caverna, que apresenta alguns espeleotemas bem curiosos como um que lembra "um filhote de elefante sentado".
Espeleotema que lembra um filhote de elefante na Caverna da catedral, gruta da catedral,cavidade subterrânea, Felipe Guerra;Rio Grande do Norte.
Espeleotemas na Caverna da catedral, gruta da catedral,cavidade subterrânea, Felipe Guerra;Rio Grande do Norte.
Grupo Onça pintada na Caverna da catedral, gruta da catedral,cavidade subterrânea, Felipe Guerra;Rio Grande do Norte.
 Com o retorno deles da cavidade caminhamos rapidamente para a casa do guia onde pagamos a ele pelo ótimo trabalho de apoio que nos deu. Despedimos-nos e partimos de volta para o centro da cidade, durante o percurso ainda paramos para conhecer um casarão que tem 188 anos segundo os vizinhos e que no passado tinha um engenho próximo a ela e a Capela de São Pedro com mais de 100 anos de fundação, como também vimos um senhor matar uma iguana que estava numa árvore e curiosamente mais na frente vimos outra iguana, essa era enorme estava atravessando a pista lentamente e graças a nós ficou viva. 
 Casarão antigo com mais de 150 anos em Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
Capela de São Pedro - Sítio Passagem Funda,capela centenária foi fundada por André S. Barra e Mariana E. C. Barra em 29/06/1903.
     "Camaleão" Iguana iguana (Linnaeus, 1758) , fauna de Felipe Guerra, Rio Grande do Norte.
Ao chegarmos ao centro já era 14:50h e só encontramos uma churrascaria aberta na entrada da cidade próximo a um posto de combustível onde almoçamos. De barriga cheia e com boas lembranças partimos de volta para nossa terra, Parnamirim, chegando em paz as 23:00h. 
Até a próxima!!!

Quer conhecer as cavernas de Felipe Guerra? Entre em contato com o guia Etinho pelo telefone:9177-7824 ou com sua irmã pelo telefone:9621-4949 ou ainda através do e-mail dela:cassiamavielli@hotmail.com 

PARA CONHECER A FAUNA E FLORA VISTA NESSA EXCURSÃO OU EM OUTRAS,ACESSE:http://faunaefloradorn.blogspot.com.br/
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