sexta-feira, 6 de julho de 2012

42ª EXCURSÃO:TREKKING NA MATA ESTRELA,BAÍA FORMOSA,RN.

     Nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2012 o grupo formado por Francisco,Tiago,Elias e Luís viajou para o município de Baía Formosa, com os objetivos de praticar trekking,acampar e conhecer um pouco da biodiversidade da RPPN Mata Estrela. Saímos de Parnamirim de 7:00h, paramos em Goianinha para o desjejum e as 9:00h chegamos a entrada principal da Mata Estrela e mais uma vez para nossa decepção a guarita estava fechada sem vigia, abandonada. Como sabemos que na outra guarita(praia) sempre tem vigia combinamos em passar lá para deixarmos nossa contribuição para manutenção dos funcionários que "cuidam" daquela Reserva Particular do Patrimônio Natural.
Parte do grupo impressionados com as dimensões da Gameleira(Ficus catappifolia).
Iniciamos nosso trekking por volta das 9:15h pela trilha da gameleira que como o próprio nome diz é o caminho até a uma gameleira(Ficus catappifolia) " milenar" de grandes proporções, com quase 40m de altura, a sua copa tem 35m de diâmetro e o seu caule tem 18m de circunferência.

Vista Parcial da Gameleira(Ficus catappifolia),
uma das árvores mais antigas do nordeste do Brasil.




















Ao chegarmos a base daquela planta paramos para fotografá-la,apreciar sua grandiosidade e beleza,o que me levou denomina-la de "árvore mãe" da Mata Estrela. Em seguida continuamos nossa caminhada a passos lentos não apenas por causa do peso das mochilas, mas principalmente devido ao fato de nos sentirmos muito bem naquela Mata e pararmos muitas vezes durante as trilhas para fotografar a biodiversidade nativa local. No final da trilha da gameleira seguimos pela trilha do capitão(a direita) até a encruzilhada onde tem um monte de galhos no centro. Nesse local reza a lenda que foi enterrado um bebê pagão que veio a falecer após a gestante dar a luz no interior da mata onde estava caçando com seu esposo. Muitas pessoas que passam por ali dizem que ouvem o choro da criança e colocam um galho naquela lugar. Não seguimos em frente mas caminhamos pela trilha a direita que é conhecida como trilha do pagão devido a lenda citada. Através dela caminhamos mais de 1:30h em direção a lagoa mais famosa da Mata Estrela, a lagoa de coca cola que tem o nome oficial de Araraquara.
Paramos várias vezes para fotografar alguns representantes da enorme diversidade de seres vivos daquela floresta, como: fungos, artrópodes, um anfíbio anuro,lagarto,um mamífero e algumas plantas.
Fungo "Cogumelo".
Embuá ou piolho de cobra,representante do táxon(classe) Diplopoda.
Rã cachorro Physalaemus cuvieri Fitzinger, 1826.
Calanguinho Cnemidophorus ocellifer Spix,1825.
Rato Punaré Thrichomys apereoides Lund,1839.
Planta trepadeira.
Depois de mais de 3 horas de caminhada,paradas e muitas fotos chegamos a única lagoa de águas escuras que eu gosto de tomar banho,a lagoa de coca cola. Era a hora de repor as energias e para isso além de comermos, nada melhor do que um banho nas águas escuras devido ao solo da área ser rica em minerais ferro e iodo como também por causa da pigmentação das raízes das plantas do ecossistema.
Banho relaxante na lagoa de coca cola.
A tarde saímos para mais uma trilha, agora rumo a popularmente conhecida lagoa do navio, onde ao chegarmos escutamos alguns "tiros" e em seguida vimos alguns caçadores do outro lado da lagoa seguindo rumo a praia da cutia ou sagi talvez.
Lagoa do Navio.
Voltamos para área da lagoa de coca cola onde fotografei alguns urubus de cabeça preta,inclusive bebendo água na lagoa.
Urubu comum Coragyps atratus (Bechstein, 1793) bebendo água.
     Acampamento montando improvisadamente próximo a lagoa(uns 12m), fogo com lenha morta encontrada,comida gostosa, bons amigos,boas histórias e estórias, tudo do jeito como gostamos, mas a chuva chegou com força e com ela passamos uma noite mal dormida, aumentando a aventura.
"Sol nascendo" por trás da floresta Mata Estrela.
Acordamos com aquela imagem fascinante do "sol nascendo por trás da floresta", infelizmente com o amanhecer também veio a certeza de que era hora de se preparar para voltarmos para nosso cotidiano, e por volta das 7:00h começamos a desmontar o acampamento,apagar o fogo(a chuva se encarregou),deixar a área mais limpa do que estava e colocar as mochilas nas costas iniciando o trekking de volta para a pista.
Integrante do GOP meditando diante da beleza da lagoa coca cola ou  Araraquara.
Na hora de voltar a galera fica triste com "gostinho de queria ficar mais tempo aqui", até aqueles que estão iniciando no trekking com a gente e reclamaram durante as longas caminhadas, reconhecem "aqui é muito bom, eu quero voltar outras vezes para esse lugar maravilhoso."
GOP voltando da lagoa de coca cola.
A volta é lenta e mais longa pois costumo vir por outras trilhas que terminam na trilha do pagão, como também continuamos parando muito para observarmos e fotografarmos as plantas de porte arbustivo como murici e angélica, aquelas maiores de porte arbóreo como: uma enorme Maçaranduba, o tronco de uma amescla que "lembra um bumbum",dessa espécie é extraída a essência do famoso perfume francês Chanel nº 5, entre outras plantas.
Flores do Murici Byrsonima gardneriana A.Juss.
Flores da Angélica Guettarda angelica Mart. ex Müll. Arg.

Integrantes do GOP abraçam o tronco de uma Maçanduba Manilkara amazonica (Huber).


Parte de tronco da Amescla de cheiro Protium heptaphyllum (Aubl.) March

Além da flora, não podíamos deixar de fotografar alguns animais na volta, entre eles , o lagarto de cauda azul, um filhote de jabuti, uma aranha caranguejeira e alguns besouros.
Lagarto de cauda azul Micrablepharus maximilliane ( Reinhardt e Lütken,1862).
Cágado (?)Phrynops (Batrachemys) tuberculatus — ALDERTON 1988.

Aranha caranguejeira Lasiodora klugi (CL Koch 1841) ?
Besouro,Inseto Coleoptera.
Besouro,Inseto Coleoptera estava sendo devorado por outros insetos,as formigas.
Nessa caminhada de volta para entrada da mata, passamos por mais 3 lagoas das 19 lagoas que registraram até hoje na Mata Estrela.
 Uma das 19 Lagoas da RPPN Mata da Estrela.
Mais uma das 19 Lagoas da RPPN Mata Estrela.
     Após cerca de 5 horas de caminhada com muitas paradas para descansar,se alimentar,se hidratar,fotografar,filmar e admirar tantas belezas naturais chegamos na reta final das trilhas e uma última parada para renovar nossas forças e contemplar a natureza.
GOP descansando e apreciando a natureza.
Quando repentinamente os "baixos sons" da floresta desaparecem diante da vocalização altíssima dos macacos Guaribas(Alouatta belzebul L.),eles estavam na trilha do pagão, nossos olhos brilham de alegria, alargamos as passadas em silêncio tentando se aproximar o máximo para filmarmos,a medida que nos aproximamos o som torna-se mais audível, o coração acelerado, olhos no alto,olhos no chão,a cada pisada uma mistura de alegria e medo,alegria por causa dos macacos,medo por estar pisando na serrapilheira e vê os pés desaparecerem entre as folhas onde poderia ser a casa de uma jararaca ou cobra coral,mas a alegria era maior e conseguimos vê-los a uns 20m ou mais nos galhos de uma árvore, até que um deles percebeu nossa presença e subitamente como no final de um "canto em coro" eles pararam de vocalizar ao mesmo tempo e se espalharam rapidamente para os galhos mais altos das árvores próximas. Momento especial, aquilo impressionou a todos! Quanta Inteligência!
Prepare os ouvidos e veja o vídeo:
Entretanto a natureza ainda nos reservou outra grande surpresa, na verdade uma "raridade", conseguimos ver e fotografar a uns 30 metros outro primata que ocorre na Mata Estrela, o macaco prego galego(Cebus flavius) que foi recentemente redescoberto e já estar criticamente ameaçado de extinção, ele olhou rapidamente pra gente e desapareceu na copa das árvores.
Macaco prego galego Cebus flavius (Schreber, 1774).
Em seguida depois de uns 3 quilômetros de caminhada com sorriso no rosto, chegamos ao final da trilha da gameleira de onde conseguimos transporte de volta para Parnamirim, terra desses amantes da natureza .
Até a próxima!!!
PARA CONHECER A FAUNA E FLORA VISTA NESSA EXCURSÃO OU EM OUTRAS,ACESSE:http://faunaefloradorn.blogspot.com.br/
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segunda-feira, 14 de maio de 2012

41ª EXCURSÃO: VIAJAMOS A MOSSORÓ,BARAÚNA,GOVERNADOR DIX-SEP ROSADO E FELIPE GUERRA.

Grupo Onça Pintada visitando o Memorial da Resistência em Mossoró, Rio Grande do Norte.
No dia 2 de abril de 2012 o grupo formado por Francisco, Giovanni, Júlio e Luiz viajou até a região do Médio Oeste Potiguar tendo como objetivos principais conhecer e fotografar os museus da cidade de Mossoró, a caverna da furna feia e o sítio arqueológico furna do letreiro em Baraúna, o poço feio em Governador Dix-Sep Rosado e algumas cavernas e construções antigas em Felipe Guerra.
Nossa excursão começou as 4:20h da madrugada quando seguimos pela BR-101 até Assu, onde paramos para tomarmos o café da manhã(desjejum) posteriormente nos dirigimos para Mossoró onde ocorre um das maiores festas juninas(são joão) do Nordeste,a terra do povo lutador que expulsou Virgulino Ferreira da Silva(Lampião) e seu bando em 1927, onde chegamos as 8:30 e fomos direto aos museus do cangaço e ao museu do petróleo, ambos mais uma vez fechados, restando-nos apenas visitarmos e fotografarmos o Memorial da Resistência e a Igreja de São Vicente que serviu como principal trincheira no confronto contra o bando de Lampião em 1927. 
Grupo Onça Pintada visitando o Memorial da Resistência em Mossoró, Rio Grande do Norte.
Memorial da Resistência em Mossoró, Rio Grande do Norte.
Igreja de São Vicente,principal trincheira contra o ataque de Lampião a Mossoró em 1927.
Em seguida partimos em direção a um assentamento mais afastado da zona urbana de Mossoró onde nos informamos sobre como chegaríamos a caverna furna feia a 2ª maior caverna do Rio Grande do Norte (depois da viagem percebi que percorremos o trajeto mais longo e difícil), nos deslocamos por mais de uma hora em estrada de terra na zona rural do município de Baraúna até que chegamos a Vila Nova II onde procuramos as pessoas capacitadas para nos levarmos até a caverna furna feia, mas elas estavam no centro da cidade, os seus vizinhos nos disseram que só era possível ir de carro até uma porteira com cadeado e de lá até a caverna caminharíamos uns 3 quilômetros, como tínhamos um roteiro a cumprir e nosso tempo ali já estava esgotado pois já era 12:30h decidimos deixar para conhecer a furna feia em outro momento. Partimos para a zona urbana do município de Baraúna, distante 317 quilômetros de distância de Natal, onde almoçamos na churrascaria Boi na Brasa, com vista para enorme Igreja Católica Matriz da cidade. 
Templo Religioso em Baraúna,Rio Grande do Norte.
Após almoçarmos partimos rumo ao município de Governador Dix-Sept Rosado "a capital do alho" distante 320 quilômetros de distância da capital do estado, durante esse trajeto o que mais nos chamou a atenção foram a presença de duas grande "caieiras" com intensa atividade e alguns animais domésticos, como vacas e jumentos soltos próximo a rodovia, um perigo iminente tanto para transeuntes como para os animais.
Caieira ativa em Governador Dix-Sep Rosado,Rio Grande do Norte.
Ao chegarmos ao centro de Governador Dix-Sep Rosado paramos para fotografar o prédio onde fica o Mercado Público de arquitetura muito bonita, em seguida nos informamos sobre como faríamos para chegarmos ao poço feio. 
Mercado público de Governador Dix-Sep Rosado,Rio Grande do Norte.
Após cerca de 1km do centro da cidade deixamos a rodovia e seguimos por uma estrada de terra na lateral do abatedouro(popular matadouro) de animais e após uns 6 quilômetros distante da pista principal chegamos ao propriedade do Senhor Dimas conhecido na região como "Federal" onde se localiza o poço feio e as belas piscinas naturais,ótimo ambiente para banho e lazer.
Grupo Onça Pintada com o Senhor Dimas,o proprietário das terras onde fica o poço feio,Governador Dix-Sep Rosado,Rio Grande do Norte
O proprietário muito hospitaleiro cobra apenas 2,00 reais por carro e 1,00 real por moto para entrar em suas terras e banhar-se nas águas cristalinas dos tanques naturais, pagamos 10,00$ e fomos banhar-se,relaxar e fotografar aquele paraíso natural com muita sombra e água limpa.
Grupo Onça Pintada na entrada do poço feio,Governador Dix-Sep Rosado,Rio Grande do Norte.
Grupo Onça Pintada na região do poço feio,nas piscinas de banho,Governador Dix-Sep Rosado,Rio Grande do Norte.

Grupo Onça Pintada "tomando banho" em uma piscina natural da região do poço feio,Governador Dix-Sep Rosado,Rio Grande do Norte.
 Baú da moça na região do poço feio,Governador Dix-Sep Rosado,Rio Grande do Norte.
Infelizmente ficamos pouco tempo naquele ecossistema magnífico porque chegamos muito tarde e tínhamos que continuar nosso roteiro turístico pré-estabelecido, ao passarmos a porteira na volta nos despedimos do Senhor Dimas e família, ele aproveitou para pedir para nós divulgarmos mais aquele patrimônio natural,pois segundo ele a procura ainda é pouca.
O Sol já estava se "escondendo" no horizonte quando voltamos a rodovia principal e partimos em direção a Felipe Guerra distante 351 quilômetros da capital, chegando nesse município por volta das 18:30h, onde fomos imediatamente procurar uma pousada e escolhemos a pousada de Dona Maria para dormirmos naquela noite. Com local garantido para descansarmos, fomos jantar no centro da cidade e posteriormente voltamos para a pousada. Começamos o dia 29 de abril acordando cedo e depois de tomarmos café em uma padaria, partimos para a comunidade Passagem Funda onde mora o Senhor Raimundo João Henrique e sua família que conhece a maioria das cavernas da região. Durante o percurso fotografamos algumas construções de arquitetura singular como o castelo da cidade que estava fechado, a Igreja Católica do centro, casas antigas bem conservadas com cerca de 100 anos e com traços arquitetônicos inusitados.
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Vista lateral da frente do Castelo localizado em Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
 Igreja de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro,Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
Casa com bonitos traços arquitetônicos com quase 100 anos; Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
 Mas em Felipe Guerra não são apenas as construções humanas que aguçam nossos olhos e pensamentos, o município apresenta o maior potencial para a ocorrência de cavernas no estado,onde até o momento foram registradas 90 cavidades subterrâneas e a maior caverna do território potiguar, a caverna do Trapiá com 2.330 metros lineares, contribuindo de forma significativa no número total das 563 cavernas cadastradas até o momento, colocando o Rio Grande do norte em 7º lugar em número de cavidades no Brasil! A Natureza local  nos deixou impressionados com a beleza das cavernas que apresentam grande variedade de espeleotemas, a fauna do município parece bem representada pelas aves (táxon que mais vimos) que podemos registrar durante as trilhas até as cavernas e durante todo percurso na zona rural. Ao chegarmos a casa do Senhor Raimundo fomos muito bem recebidos e o seu filho, o guia Etinho se dispôs a nos levar as grutas da rainha, uma das mais belas do estado, do urubu e da catedral. Começamos nossa trilha indo de carro até onde não havia muito pedra e em seguida fomos caminhando até a entrada da gruta da rainha, que é muito estreita e no início dessa galeria principal andamos alguns metros agachados porque o teto é baixo e deve-se ter cuidado para não quebrar nenhuma estalactite ou qualquer outro espeleotema como também para não se machucarmos. 
 Grupo Onça pintada  na entrada da Caverna da rainha, gruta da rainha,cavidade subterrânea, Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
 Grupo Onça Pintada e o guia Etinho no interior da caverna da rainha,Felipe Guerra,RN.
No interior da Caverna da Rainha ficamos encantados com a variedade de formas e tamanhos de estalactites, estalagmites, colunas e outros tipos de formações minerais. Ficamos tão impressionados com os espeleotemas que não procuramos organismo típicos de cavernas, mas mesmo assim vimos muitos morcegos, grilos e um aracnídeo raríssimo, um amblipígio.
Espeleotemas,estalactites na Caverna da rainha, gruta da rainha,cavidade subterrânea; Felipe Guerra,Rio Grande do Norte
Espeleotemas,estalactites na Caverna da rainha, gruta da rainha,cavidade subterrânea, Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
Espeleotemas,estalactites na Caverna da rainha, gruta da rainha,cavidade subterrânea, Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
Espeleotemas,estalactites na Caverna da rainha, gruta da rainha,cavidade subterrânea, Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
 Caverna da rainha, gruta da rainha,cavidade subterrânea, espeleotemas,estalactites,Felipe Guerra,Rio Grande do Norte
 Ao sairmos dessa caverna fomos até a gruta do urubu que é uma cavidade de fácil acesso e nos primeiros metros que entramos vimos muitos morcegos no teto da caverna e muitas fezes no chão, com odor muito forte resolvemos não continuar o percurso após uns 20 metros e voltamos. 
Grupo Onça pintada na Caverna do Urubu, gruta do urubu,cavidade subterrânea, Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
 Caverna do Urubu, gruta do urubu, Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
Gop após a travessia do rio indo para a caverna da catedral,Felipe Guerra,RN.
 Por último fomos visitar a gruta da catedral e como precisávamos atravessar o rio o guia pediu pra gente  ir de sandália e deixar as botas no carro para não molhar. Durante a travessia podemos observar um ecossistema com uma boa biodiversidade e, registrar algumas aves como o Socozinho, o Gavião caramujeiro, e após o rio alguns periquitos da caatinga, etc. 


Socozinho Butorides striata (Linnaeus, 1758) ,socó-estudante, soco-í ,socó-mirim,socó-mijão,socó-tripa.
 Gavião-caramujeiro Rostrhamus sociabilis (Vieillot, 1817) ,caramujeiro e gavião-de-aruá.
Periquito-da-caatinga (Aratinga cactorum); ordem dos Psittaciformes, família dos Psittacidae.
Garça-branca-pequena Egretta thula (Molina, 1782) , garcinha-branca, garça-pequena ou garcinha.
Freirinha (Arundinicola leucocephala) , lavadeira-de-cabeça-branca, lavadeira-de-nossa-senhora, maria-velhinha, viuvinha, viuvinha-do-brejo, cabeça-de-louça e cabeça-de-vô. família Tyrannidae.
 Ao chegarmos ao lajedo de calcário cheio de fendas e cavidades nos sentimos em território estranho e aumentamos nossa atenção durante o deslocamento sobre aquela formação rochosa que se formou há bilhões de anos pela sedimentação de carapaças de animais microbiológicos, até chegarmos a entrada da gruta da catedral. 
 Lajedo de calcário formação rochosa que se formou há bilhões de anos pela sedimentação de carapaças de animais microbiológicos em Felipe Guerra, Rio Grande do Norte
Nesse momento percebemos que tínhamos deixado no carro algo importante para nos apoiarmos durante a descida pelas fendas da entrada da cavidade, nossas botas, foi aí que a maioria do grupo decidiu não entrar naquela cavidade de sandália pois era inadequado, apenas um integrante do grupo, Luís desceu com o guia que levou a câmera do integrante Giovanni para fazer algumas fotos do interior dessa belíssima caverna, que apresenta alguns espeleotemas bem curiosos como um que lembra "um filhote de elefante sentado".
Espeleotema que lembra um filhote de elefante na Caverna da catedral, gruta da catedral,cavidade subterrânea, Felipe Guerra;Rio Grande do Norte.
Espeleotemas na Caverna da catedral, gruta da catedral,cavidade subterrânea, Felipe Guerra;Rio Grande do Norte.
Grupo Onça pintada na Caverna da catedral, gruta da catedral,cavidade subterrânea, Felipe Guerra;Rio Grande do Norte.
 Com o retorno deles da cavidade caminhamos rapidamente para a casa do guia onde pagamos a ele pelo ótimo trabalho de apoio que nos deu. Despedimos-nos e partimos de volta para o centro da cidade, durante o percurso ainda paramos para conhecer um casarão que tem 188 anos segundo os vizinhos e que no passado tinha um engenho próximo a ela e a Capela de São Pedro com mais de 100 anos de fundação, como também vimos um senhor matar uma iguana que estava numa árvore e curiosamente mais na frente vimos outra iguana, essa era enorme estava atravessando a pista lentamente e graças a nós ficou viva. 
 Casarão antigo com mais de 150 anos em Felipe Guerra,Rio Grande do Norte.
Capela de São Pedro - Sítio Passagem Funda,capela centenária foi fundada por André S. Barra e Mariana E. C. Barra em 29/06/1903.
     "Camaleão" Iguana iguana (Linnaeus, 1758) , fauna de Felipe Guerra, Rio Grande do Norte.
Ao chegarmos ao centro já era 14:50h e só encontramos uma churrascaria aberta na entrada da cidade próximo a um posto de combustível onde almoçamos. De barriga cheia e com boas lembranças partimos de volta para nossa terra, Parnamirim, chegando em paz as 23:00h. 
Até a próxima!!!

Quer conhecer as cavernas de Felipe Guerra? Entre em contato com o guia Etinho pelo telefone:9177-7824 ou com sua irmã pelo telefone:9621-4949 ou ainda através do e-mail dela:cassiamavielli@hotmail.com 

PARA CONHECER A FAUNA E FLORA VISTA NESSA EXCURSÃO OU EM OUTRAS,ACESSE:http://faunaefloradorn.blogspot.com.br/
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